O presidente cubano, Miguel Díaz Canel, anunciou que começaram as negociações com os EUA para pôr fim ao bloqueio ao fornecimento de combustível para a ilha
O presidente de Miguel Díaz-Canel confirmou que autoridades de Cuba iniciaram conversas com representantes dos Estados Unidos para tentar encontrar uma saída para a grave crise econômica e energética que atinge a ilha. Segundo ele, o diálogo busca resolver diferenças entre os dois países e foi facilitado por fatores internacionais.
De acordo com o líder cubano, as negociações contam com a participação do ex-presidente Raúl Castro e de outras autoridades do governo e do Partido Comunista. Apesar de confirmar os contatos, Díaz-Canel não detalhou quem compõe a delegação americana nem quais temas específicos estão sendo discutidos nas reuniões.
O anúncio ocorre após o governo cubano divulgar a libertação de 51 presos políticos, gesto visto por analistas como parte de uma tentativa de reduzir tensões diplomáticas. Nos últimos meses, a situação na ilha se agravou com apagões frequentes, escassez de combustível e impactos diretos em setores importantes da economia, como o turismo.
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A crise se intensificou depois da redução no fornecimento de petróleo venezuelano, que historicamente sustentava parte do abastecimento energético de Cuba. Sem combustível suficiente, o país enfrenta cortes de energia que afetam serviços básicos, hospitais e atividades econômicas.
Díaz-Canel afirmou que a prioridade do governo é resolver o problema energético e minimizar os impactos sociais da crise, que já levou ao adiamento de cirurgias e ao comprometimento de setores como transporte, educação e comunicações.
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Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem intensificado a pressão sobre o governo cubano e chegou a afirmar que o regime da ilha estaria próximo de colapsar, aumentando a tensão entre os dois países.