Com conceito 5, graduação aposta em parcerias e na bioeconomia para ampliar impacto além da universidade.
O curso tecnológico de Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) conquistou a nota máxima (conceito 5) na avaliação do Ministério da Educação (MEC), resultado que marca um novo momento para a graduação. Agora, a prioridade é fortalecer a conexão com o setor produtivo e ampliar a atuação na bioeconomia, considerada estratégica para o desenvolvimento do Amazonas.
As coordenadoras do curso, as professoras Lorena Nacif Marçal e Isabelle Bezerra Cordeiro, destacam que o próximo passo é construir parcerias com empresas e indústrias locais. A ideia é levar o conhecimento gerado dentro da universidade para aplicações práticas, alinhadas às demandas do mercado.
Segundo elas, o conceito máximo é fruto de um processo recente de reestruturação interna, que envolveu revisão de normas, melhorias na gestão e maior integração entre docentes e setores administrativos. O trabalho conjunto entre o Instituto de Ciências Biológicas, o Centro de Apoio Multidisciplinar e outros órgãos da universidade foi decisivo para o reconhecimento.
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Além do prestígio institucional, a nota 5 também deve impulsionar o interesse de novos estudantes e fortalecer a motivação dos atuais alunos. A avaliação do MEC foi analisada de forma coletiva pela equipe, que já identifica pontos de melhoria para manter o nível de excelência.
Apesar do resultado positivo, desafios persistem, principalmente relacionados à infraestrutura e à limitação de recursos, comuns em instituições públicas. Outro ponto destacado é a necessidade de engajar estudantes, especialmente no cenário pós-pandemia, em que muitos chegam desmotivados e com dúvidas sobre o futuro profissional.
A biotecnologia desenvolvida na Amazônia é vista como um diferencial competitivo. A proximidade com a biodiversidade permite pesquisas voltadas ao uso sustentável de recursos naturais, como o desenvolvimento de medicamentos, cosméticos e soluções industriais. Entre as áreas de destaque estão os estudos com micro-organismos amazônicos e a biorremediação técnica que utiliza organismos para degradar poluentes, como combustíveis em rios.
A relação com o mercado já começa dentro da própria universidade, com iniciativas como incubadoras de startups e a atuação de empresas juniores. No entanto, a meta agora é avançar para parcerias externas, especialmente com o Polo Industrial de Manaus.
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As coordenadoras reforçam que a biotecnologia é peça-chave para o avanço da bioeconomia, pois permite agregar valor aos recursos naturais sem exploração predatória. Nesse contexto, o curso busca consolidar seu papel como agente de inovação e desenvolvimento sustentável na região amazônica.