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11/02/2020

Curso para vigilantes do TST termina com bomba e confusão. VEJA VÍDEO

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Foto: Reprodução

Profissionais denunciam que bomba de gás com spray de pimenta foi deflagrada em sala com 41 vigilantes. PCDF investiga

Um curso de reciclagem para vigilantes terceirizados responsáveis pela segurança de ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) terminou em pancadaria e virou alvo de investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O episódio ocorreu no último sábado (08/02/2020) e é apurado pela 23ª Delegacia de Polícia (P Sul).

 

Vigilantes que participaram da aula relataram que a confusão teve início após acionarem uma bomba de gás com spray de pimenta dentro de uma das salas. O responsável seria, supostamente, um instrutor da Academia Peritus, em Ceilândia, onde o curso era realizado.

 

Mais de 40 profissionais estavam dentro do cômodo nesta hora. Eles participavam de formação exigida de dois em dois anos. Nas aulas, os trabalhadores aprendem sobre assuntos referentes à segurança pessoal. O cronograma das aulas aborda desde noções de direito, manuseio de arma, defesa pessoal a treinamentos de tiro e mobilização tática.

 

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De acordo com um dos trabalhadores, o expediente já havia sido encerrado quando o episódio ocorreu. “Nós tínhamos terminado a prova escrita e fomos liberados para descer. Em outra sala, estava ocorrendo um curso paralelo de armas não letais. Do nada, os alunos deste curso apareceram na nossa sala e deflagraram a bomba”, explica um terceirizado, que não quis ser identificado.

 

O vigilante afirma que após o acionamento do armamento os demais ocupantes da sala começaram a passar mal. “Foi jogada essa bomba de efeito moral e privaram nossa liberdade. O pessoal começou a passar mal, tentou correr para locais mais arejados, mas mesmo assim foram atingidos pelo gás tóxico”.

 

Mais exaltados, alguns dos ocupantes do cômodo tentaram reagir, dando início à confusão. “Eu reagi, alguns colegas também. Estávamos tentando sair da sala. Não tem justificativa sobre o porquê isso teria acontecido. As pessoas passaram mal, tiveram cefaleia. Eu precisei ir ao hospital fazer um exame médico”, finalizou o profissional.

 

Em vídeo gravado pelos trabalhadores, é possível observar os ocupantes da sala passando mal e tossindo bastante. A gravação também mostra parte da troca de agressões.


Investigação


Após saírem da sala, vigilantes se dirigiram à 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) para registrarem um boletim de ocorrências. A comunicação foi feita às 22h de sábado (08/02/2020). Segundo a PCDF, os comunicantes da denúncia foram encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML). O caso, agora, será apurado pela 23ª DP.

 

Ao Metrópoles, o Sindicato dos Vigilantes do DF (Sindesv-DF) afirmou ter tomado conhecimento da denúncia. De acordo com o diretor de comunicação e imprensa da entidade, Gilmar Rodrigues, o Sindesv irá levar o caso à Polícia Federal (PF).

 

Outro lado


Os trabalhadores são contratados pela Multiserv. Por telefone, o diretor do grupo afirmou à reportagem que ainda não havia sido comunicado sobre o episódio, que classificou como “natural”.


“A academia em questão é uma empresa credenciada pela Polícia Federal. Não tive informações sobre o fato que me relatou, mas, provavelmente, o uso do gás está dentro da grade curricular. Então, é uma coisa que é natural, faz parte da turma para saber como é o potencial desse armamento. A Multiserv contratou uma empresa regular, mas vamos entrar em contato com academia”, explicou o gestor Luiz Gustavo Barra.

 

Procurada pela reportagem, a Academia Peritus afirmou ter aberto sindicância interna para apurar o episódio e que o procedimento apontou, preliminarmente, que um aluno do curso teria feito o acionamento do armamento, “sem autorização, consentimento e conhecimento da escola”.

 

“Informamos ainda que não sabemos a origem desse material, ficando a cargo da Polícia Civil, a averiguação do mesmo. O uso do gás foi feito sem que o professor estivesse em sala de aula, uma vez que o mesmo estava na coordenação”, manifestou-se a empresa no documento.


Acionados, a PF e o TST não haviam retornado à demanda até a última atualização da reportagem.

 

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Metrópoles
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