O evento, que conta com o apoio do Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, celebra a pluralidade da arte local e convida o público a refletir sobre a complexidade do território amazônico
A Casa das Artes deu início à sua programação de exposições para 2026 com uma proposta diversa, reunindo arte, cultura urbana e ciência em um mesmo espaço. A nova temporada apresenta sete projetos artísticos e uma iniciativa literária, ocupando diferentes salas do casarão com temas que exploram identidade, memória, território e questões sociais contemporâneas.
Com curadoria de Cristóvão Coutinho, o espaço reforça sua proposta de ser um ambiente de experimentação artística, abrindo espaço tanto para novos talentos quanto para artistas já consolidados. As obras transitam por diferentes linguagens, como pintura, desenho, fotografia, instalação e até abordagens ligadas à ciência e tecnologia.
Entre os destaques, está a exposição “Desenhar é pertencer”, de Junio Gonçalves, que apresenta um olhar pessoal sobre identidade por meio de autorretratos e registros urbanos. Já o Coletivo Casa Jabutt traz uma mostra inspirada na cultura ballroom de Manaus, destacando vivências e expressões de grupos marginalizados, com foco em identidade e pertencimento.
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Outro ponto de destaque é o projeto da família Boechat, que une arte e ciência para discutir questões ambientais da Amazônia, propondo reflexões sobre a relação entre natureza e sociedade. A programação é gratuita e segue aberta ao público até o mês de maio, com visitação de quarta a domingo, no período da tarde e noite.

Foto: Divulgação
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Com essa diversidade de propostas, a Casa das Artes reafirma seu papel como um dos principais espaços de produção e difusão da arte contemporânea no Amazonas, promovendo diálogo entre diferentes linguagens e realidades culturais.