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Esporte no Amazonas
11/10/2020

Da olaria ao tatame: meninos de Maués brilham na Copa América de Jiu-Jítsu Esportivo

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Foto: Divulgação

Competição movimenta o ginásio do Sesi, no Clube do Trabalhador do Amazonas, em Manaus, neste fim de semana, 10 e 11 de outubro

Representantes de Maués, município localizado a 356 quilômetros de Manaus, os jovens lutadores Luis Fabiano e Vinícius Dutra se destacaram com ouro e prata na disputa juvenil masculina branca pluma da Copa América de Jiu-Jítsu Esportivo. A competição movimentou o ginásio do Sesi, no Clube do Trabalhador do Amazonas, em Manaus, neste fim de semana, 10 e 11 de outubro.

 

Numa chave difícil, com 13 atletas inscritos, a dupla da Terra do Guaraná, surpreendeu todos os presentes no ginásio. Eles competem pela equipe Maués Dojô, filial da Manaus Dojô (Xande Magno). O curioso é que os atletas que fizeram a final do juvenil branca pluma trabalham numa olaria no município.

 

- São atletas bons, garotada que se dedica muito. Eles trabalham numa olaria e são atletas muito dedicados, de família bem carente. São meninos que respeitam a gente e, se Deus quiser, mais para frente vão dar muito orgulho não só para Maués, mas para todo o estado do Amazonas - exaltou o professor Luzimir Moreira, responsável por trazer a delegação à capital.

 

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Luis Fabiano, de 16 anos, que conquistou o ouro, tem quatro anos de treinamento de jiu-jítsu. Vinícius Dutra, de 15, medalhista de prata com méritos, tem apenas um mês de ralação no tatame e sua força física e garra estão acima da média no esporte.


Na final falou mais alto a experiência de Luis Fabiano, campeão com três vitórias e três finalizações. Vinícius, porém, considerou o vice-campeonato um excelente resultado – ele obteve duas vitórias e uma derrota.

 

"O jiu-jítsu já mudou a minha vida, depois que eu comecei só quero saber de jiu-jítsu. As outras brincadeiras, tipo pião, bole-bole, pula corda para mim já não importam mais.

 

Dedico essa medalha para minha mãe Luzenira Dutra e minha colega Vitória", Vinícius.


Para o técnico da dupla, o trabalho na olaria, apesar de pesado, “engrossa a casca” dos jovens lutadores. A dificuldade acaba também sendo um obstáculo a ser vencido pelos meninos de Maués. A filial da Manaus Dojô no município existe há quatro anos e atende aproximadamente 100 crianças, adolescentes e jovens.

 

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- Acredito que esse trabalho fortalece a parte física, a força, o desempenho mesmo, e dá para mais vontade para eles vencerem na vida. São forças naturais desse trabalho que eles exercem lá em Maués, e muito guaraná em pó - explicou Luzimir.

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