Nova pesquisa indica estabilidade na corrida presidencial, enquanto campanhas ajustam estratégias para a próxima fase da disputa.
A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) mostrou um cenário de estabilidade na disputa pela Presidência da República, levando a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a avaliar o resultado como positivo. O levantamento foi divulgado em meio à repercussão das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Segundo o instituto, Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 33%. Em um cenário que inclui o empresário Pablo Marçal (PRTB), o presidente mantém os mesmos 39%, enquanto Flávio soma 32%.
Na simulação de segundo turno, Lula tem 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro.
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No PT, o resultado foi interpretado como um sinal de manutenção da liderança eleitoral. Integrantes da coordenação da campanha afirmaram que o levantamento reforça a percepção de estabilidade do cenário político neste momento.
Já entre aliados de Flávio Bolsonaro, a avaliação foi dividida. Enquanto parte da equipe considerou os números positivos, outros esperavam um desempenho mais favorável. A estratégia da campanha é intensificar a comunicação sobre temas ligados à segurança pública e à economia, além de explorar o início da propaganda eleitoral na televisão, previsto para a próxima semana.
HORÁRIO ELEITORAL ENTRA NO RADAR
A equipe de Flávio aposta que o horário eleitoral poderá ampliar o alcance de mensagens que atualmente têm maior circulação nas redes sociais, especialmente entre os eleitores que ainda demonstram possibilidade de mudar o voto.
De acordo com o Datafolha, 72% dos entrevistados afirmam já estar totalmente decididos sobre a escolha, enquanto 27% dizem que ainda podem mudar de candidato.
O desempenho de Pablo Marçal também é acompanhado pelas campanhas. No cenário em que aparece na pesquisa, o empresário registra 2% das intenções de voto. Já Renan Santos soma 4%, Ronaldo Caiado aparece com 5% e Romeu Zema marca 3%.
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Segundo interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro, uma eventual mudança na situação eleitoral de Pablo Marçal poderá influenciar a reorganização do campo da direita ao longo da campanha.