Resultado marca a menor taxa de mortes violentas da série recente do estado após ações de inteligência, tecnologia e combate ao crime organizado
Quando coronel Vinícius Almeida assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), em 29 de agosto de 2023, o estado enfrentava um dos períodos mais desafiadores no combate à criminalidade. O avanço das organizações criminosas, a disputa por territórios e os elevados índices de violência exigiam uma mudança no modelo de enfrentamento.
A resposta construída a partir daquele momento foi baseada em uma nova estratégia: transformar a segurança pública em uma atuação orientada por inteligência, integração das forças, uso de tecnologia e ações direcionadas contra as estruturas criminosas.
Os dados divulgados pelo 20º. Anuário Brasileiro de Segurança Pública, na semana passada, mostram a dimensão da mudança alcançada nos dois anos seguintes. Em 2023, o Amazonas registrou 1.406 mortes violentas intencionais, com taxa de 33,2 por 100 mil habitantes. Em 2024, o número caiu para 1.173 ocorrências e a taxa passou para 27,4. Já em 2025, o estado reduziu para 799 mortes violentas e a taxa baixou para 18,5 por 100 mil habitantes.
Veja também

CIEE abre mais de 100 vagas de estágio no Amazonas; veja como se candidatar
A evolução representa uma redução de 43,2% no número de mortes violentas e de 44,3% na taxa por 100 mil habitantes entre 2023 e 2025. A taxa registrada no anuário deste ano (18,5) colocou o Amazonas entre os nove estados brasileiros com taxa inferior à média nacional, que foi de 19,1 mortes violentas por 100 mil habitantes em 2025.
A queda histórica dos indicadores é resultado de uma política de segurança baseada no fortalecimento da inteligência, integração das forças policiais, uso estratégico da tecnologia e enfrentamento qualificado ao crime organizado, com foco na desarticulação das estruturas criminosas.
“Quando assumimos essa missão, em 2023, sabíamos que era necessário mudar a forma de enfrentar a criminalidade. Segurança pública não se faz apenas com presença policial. É preciso inteligência, tecnologia, planejamento, integração e capacidade de antecipar os movimentos das organizações criminosas”, afirmou o coronel Vinícius Almeida.
Entre os principais avanços estiveram a expansão das Bases Arpão, que fortaleceram o combate ao tráfico de drogas e às organizações criminosas nos rios da Amazônia; a incorporação de lanchas blindadas; a implantação do sistema Paredão, auxiliando na identificação de veículos com restrição e reconhecimento facial de foragidos; e a criação do RecuperaFone, programa que ampliou a recuperação e devolução de celulares roubados aos proprietários.
O fortalecimento dessas estruturas também refletiu diretamente no combate ao crime organizado. Em 2024, as forças de segurança apreenderam 43,2 toneladas de drogas no Amazonas. Em 2025, o volume chegou a 46,6 toneladas, estabelecendo recorde histórico e totalizando quase 90 toneladas retiradas de circulação em apenas dois anos, quantidade superior ao total apreendido entre 2010 e 2020.
Além do enfrentamento ao tráfico de drogas, a estratégia adotada também contribuiu para a redução de outros indicadores criminais, como roubos de celulares, roubos de veículos, crimes contra o transporte coletivo e ataques às rotas do Polo Industrial de Manaus, ampliando a sensação de segurança e a capacidade de resposta das forças policiais.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A evolução dos indicadores demonstra uma mudança na trajetória da segurança pública do Amazonas. Mais do que uma redução estatística, os resultados revelam a consolidação de um modelo de atuação baseado em inteligência, tecnologia, fortalecimento operacional e presença estratégica do Estado no enfrentamento ao crime organizado.