Líder religioso teve pena fixada em 214 anos, 1 mês e 20 dias em Goiás, após interposição de recursos; cerca de 18 ações penais foram julgadas
O médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, teve a pena reduzida em uma nova decisão da Justiça de Goiás, que revisou parte das condenações impostas contra ele em processos por crimes sexuais.
Com a atualização, a pena total atribuída ao réu, que já havia ultrapassado 400 anos em condenações anteriores, foi recalculada e passou a cerca de 200 anos de prisão, segundo a decisão judicial.
João de Deus foi condenado em uma série de processos relacionados a crimes como estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude, envolvendo diferentes vítimas ao longo de anos de investigações. As sentenças foram proferidas em múltiplas ações penais que tramitaram na comarca de Abadiânia (GO).
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O caso ganhou grande repercussão nacional após denúncias feitas por mulheres que relataram abusos durante atendimentos espirituais no centro comandado pelo médium. A partir disso, uma série de investigações resultou em dezenas de ações criminais.
Ao longo dos julgamentos, a soma das penas chegou a ultrapassar centenas de anos de prisão, já que cada processo analisou conjuntos diferentes de vítimas e episódios.
A nova decisão não encerra o caso. Ainda há possibilidade de recursos e revisões em instâncias superiores, o que pode manter a situação jurídica do réu em constante atualização.
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Mesmo com a redução, João de Deus segue com uma das maiores penas já registradas no país em processos de crimes sexuais, resultado da multiplicidade de condenações acumuladas ao longo dos anos.