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De Haaland a Diomandé: como a Red Bull transformou jovens promessas em vendas milionárias
Foto: Divulgação

Rede de clubes aposta em talentos pouco conhecidos, investe no desenvolvimento e lucra bilhões com transferências para gigantes do futebol europeu.

A venda de Yan Diomandé para o Real Madrid por 125 milhões de euros (cerca de R$ 739 milhões), além de bônus, voltou a destacar o modelo de negócios da Red Bull no futebol. Ao longo dos últimos anos, o grupo criou uma rede de clubes voltada para identificar jovens talentos antes dos grandes rivais, desenvolvê-los e negociá-los por valores muito superiores aos investidos.

 

Diomandé é o exemplo mais recente dessa estratégia. Contratado pelo RB Leipzig por 20 milhões de euros, o atacante foi vendido ao clube espanhol por mais de seis vezes esse valor, em uma operação que ainda pode render cifras maiores caso metas contratuais sejam atingidas.

 

O grupo já repetiu essa fórmula com diversos jogadores. Josko Gvardiol saiu do Leipzig para o Manchester City por 90 milhões de euros após ter sido comprado por 18,8 milhões. Christopher Nkunku foi adquirido por 13 milhões e negociado com o Chelsea por 60 milhões. Já Dani Olmo chegou por 22 milhões e depois foi vendido ao Barcelona por 55 milhões, além de bônus.

 

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Em outros casos, o lucro foi ainda mais expressivo. Dominik Szoboszlai, contratado por cerca de 500 mil euros, percorreu o caminho entre Salzburg e Leipzig até ser vendido ao Liverpool por 70 milhões. Dayot Upamecano foi comprado por 2,2 milhões antes de seguir para o Bayern de Munique por 42,5 milhões. Naby Keïta, adquirido por 1,5 milhão, acabou negociado com o Liverpool por 60 milhões.

 

Até Erling Haaland passou pelo sistema da Red Bull. O Salzburg investiu cerca de 8 milhões de euros para tirá-lo do Molde, da Noruega, e depois o vendeu ao Borussia Dortmund por aproximadamente 20 milhões, além de bônus.

 

A estratégia começa longe dos principais centros do futebol europeu. A rede concentra observação em mercados como Escandinávia, Leste Europeu, África e América do Sul, onde consegue contratar atletas antes que eles entrem na disputa dos clubes mais ricos.

 

Além do trabalho de olheiros, a Red Bull utiliza análise de dados para identificar jogadores com características compatíveis com seu estilo de jogo, baseado em pressão alta, intensidade e transições rápidas. Essa filosofia é aplicada desde as categorias de base até os times profissionais, facilitando a adaptação dos atletas dentro da própria rede.

 

No Brasil, o Red Bull Bragantino funciona como uma das principais portas de entrada para talentos sul-americanos. O clube já revelou negociações importantes, como Claudinho, vendido ao Zenit, Natan, negociado com o Napoli, além de Artur e Léo Ortiz, que também renderam transferências milionárias.

 

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Para especialistas, o diferencial da Red Bull está na integração entre seus clubes, no investimento em tecnologia e na capacidade de transformar jovens promessas em ativos altamente valorizados, consolidando um modelo que movimenta bilhões de reais no mercado da bola. 

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