Delegado Costa e Silva
*Por Antônio Zacarias - A corrida para o Senado no Amazonas começa a revelar movimentos interessantes — e um deles chama atenção: o desempenho do delegado Costa e Silva, que aparece com 9% das intenções de voto em uma pesquisa recente sobre o cenário eleitoral.
O número, à primeira vista, pode parecer modesto diante de nomes tradicionais da política, como Eduardo Braga, Wilson Lima, Plínio Valério e Marcelo Ramos. Mas, no jogo eleitoral, o detalhe que salta aos olhos é outro: o delegado é justamente o nome com menor rejeição entre os citados.
E mais: a pesquisa revela que 76% do eleitorado ainda não conhece o trabalho de Costa e Silva. Em linguagem política clara, isso significa um enorme campo de crescimento até a eleição.
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Com 15 anos de atuação na Polícia Civil, Costa e Silva construiu carreira marcada por investigações, enfrentamento ao crime e proximidade com a população. Nos bastidores da política, aliados avaliam que o delegado surge como um perfil de renovação, capaz de dialogar com o eleitorado que demonstra cansaço dos nomes tradicionais.
Outro ponto importante no cenário é que cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado na eleição deste ano. Isso abre espaço para novas composições políticas e para o surgimento de nomes que podem crescer durante a campanha.
Para analistas políticos, quando um candidato pontua em pesquisa mesmo sendo pouco conhecido, o dado costuma ser interpretado como sinal de potencial eleitoral. Afinal, grande parte do eleitorado ainda não decidiu o voto — e historicamente essa definição ocorre apenas na reta final da campanha.
No campo político alinhado à direita, o delegado também aparece como um nome identificado com o movimento liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo senador Flávio Bolsonaro, defendendo pautas como segurança pública, fortalecimento das instituições e críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal.
Dentro desse tabuleiro, a possível formação de uma chapa com Capitão Alberto Neto ao Senado e Maria do Carmo Seffair ao governo é vista por apoiadores como um projeto político que pode ganhar musculatura ao longo da campanha.
Uma coisa é certa: quando um nome novo começa pontuando em pesquisa, com baixa rejeição e alto índice de desconhecimento, o radar da política acende.
E foi exatamente isso que aconteceu com o delegado Costa e Silva.
No tabuleiro do Amazonas, o jogo para o Senado ainda está apenas começando.
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*Antônio Zacarias é fundador e proprietário do PORTAL DO ZACARIAS, atualmente no top 10 dos portais de notícias mais acessados do Brasil. Jornalista experiente, foi editor-geral de diversos jornais da Região Norte, com atuação destacada no Amazonas, onde dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério. Durante dois anos, atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte, a convite de Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral de O Globo. Antônio Zacarias é também autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra voltada à valorização do bom uso da língua portuguesa.