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Debate entre Lula e Flávio Bolsonaro tem bate-boca nos bastidores, provocações e camiseta polêmica de Deltan Dallagnol
Foto: Renato Pizzutto/Band

Primeiro confronto entre os candidatos no segundo turno foi marcado por irritação de Sidônio Palmeira, atrasos, presença de aliados políticos e manifestações de apoiadores em frente à emissora.

O primeiro debate presidencial do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite deste domingo (18), pela TV Bandeirantes, em São Paulo, foi marcado por momentos de tensão que ultrapassaram as discussões transmitidas ao vivo. Nos bastidores, reclamações entre integrantes das campanhas, provocações políticas e movimentações de apoiadores chamaram a atenção.

 

Um dos episódios ocorreu durante o primeiro intervalo do programa, quando o ministro licenciado Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação da campanha de Lula, demonstrou irritação com a postura de Flávio Bolsonaro.

 

Segundo relatos de pessoas presentes no estúdio, Sidônio e outros aliados do presidente se aproximaram do candidato do PL para reclamar dos gestos e expressões faciais feitos enquanto Lula respondia às perguntas.

 

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Durante o primeiro bloco, Flávio permaneceu em determinados momentos no enquadramento das câmeras, ao fundo da imagem do presidente, reagindo às declarações do adversário com gestos e caretas.

 

Embora a movimentação não fosse proibida pelas regras do debate, a atitude provocou reclamações da equipe petista. Sidônio também discutiu com Fábio Portela, responsável pela comunicação da campanha de Flávio, e a direção da emissora precisou intervir para conter os ânimos.

 

Após o intervalo, um dos mediadores orientou os candidatos a evitarem movimentos e reações que pudessem prejudicar as respostas do adversário.

 

Outra situação que chamou a atenção envolveu o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.

 

Sentado na primeira fila da plateia, Dallagnol utilizava uma camiseta com a frase "Eu prendi o Lula, STF soltou". A peça também reproduzia o conhecido PowerPoint apresentado pelo ex-procurador durante a operação, no qual diversas setas apontavam para o nome do presidente.

 

Dallagnol acompanhou o confronto ao lado do governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), ex-juiz responsável por processos da Lava Jato. As condenações de Lula relacionadas à operação foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Além das provocações, a chegada dos candidatos também provocou movimentação nos bastidores. Flávio Bolsonaro deveria comparecer à emissora por volta das 18h45, enquanto Lula tinha chegada prevista para as 19h10.

 

Entretanto, os dois chegaram depois dos horários programados e não participaram das entrevistas coletivas previstas antes do debate. Os atrasos também exigiram ajustes na programação da Band.

 

No caso de Flávio Bolsonaro, a demora ocorreu porque o candidato pretendia chegar acompanhado de um grupo de aliados políticos.

 

Entre os presentes estavam o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), Sergio Moro, Deltan Dallagnol e o influenciador Pablo Marçal, que chegaram juntos em uma van.

 

Marçal, que participou da preparação de Flávio para o confronto, entrou na emissora acompanhado do publicitário Duda Lima. Os dois estiveram em lados opostos durante a eleição municipal de São Paulo, em 2024, quando Lima trabalhou na campanha de Ricardo Nunes (MDB).

 

Flávio também esteve acompanhado de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e porta-voz econômica de sua campanha. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador eleito André do Prado (PL) também compareceram ao evento.

 

Do outro lado, Lula chegou à emissora acompanhado da primeira-dama Janja da Silva e contou com a presença de diversos aliados.

 

Entre eles estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Lu Alckmin, Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), André Janones (Rede-MG), Tabata Amaral (PSB-SP) e João Campos (PSB).

 

A quantidade de convidados ligados ao presidente superou o espaço disponível no estúdio. Por esse motivo, parte dos aliados acompanhou a transmissão por um telão instalado na área externa da emissora.

 

A movimentação política também tomou conta das ruas próximas à sede da Band. Desde o fim da tarde, centenas de apoiadores de Lula se concentraram no local, utilizando camisetas vermelhas e bandeiras do candidato.

 

O grupo entoou palavras de ordem e manifestações contrárias a Flávio Bolsonaro, além de instalar um telão móvel para acompanhar o debate.

 

Apoiadores do candidato do PL também compareceram à região, vestidos predominantemente de verde e amarelo, mas em número menor, segundo relatos da cobertura do evento.

 

O encontro marcou o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro na campanha presidencial de 2026, a uma semana do segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25).

 

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Além das propostas apresentadas pelos candidatos, os episódios registrados dentro e fora do estúdio evidenciaram o clima de disputa entre as duas campanhas na reta final da corrida pela Presidência da República.

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