Parlamentares da oposição criticaram a prorrogação do horário de votação no segundo turno e defenderam a abertura de processo contra o ministro do STF.
A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ampliar o horário de votação do segundo turno das eleições de 2026 provocou reações entre parlamentares da oposição neste domingo (25). Após a determinação, políticos passaram a defender a apresentação de pedidos de impeachment contra o magistrado.
Zanin determinou inicialmente que o funcionamento das urnas eletrônicas fosse estendido até as 19h, pelo horário de Brasília. A medida foi tomada após solicitações relacionadas às dificuldades de deslocamento enfrentadas por eleitores em diferentes regiões do país.
A determinação provocou questionamentos porque diversas seções eleitorais já haviam encerrado a votação e emitido os boletins de urna. Posteriormente, o ministro esclareceu que os equipamentos já fechados não deveriam ser reabertos, mantendo a contagem dos votos registrados.
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Entre os parlamentares que se manifestaram está o senador Jorge Seif (PL-SC). Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou ter orientado sua equipe a preparar um pedido de impeachment contra Cristiano Zanin, criticando a atuação do ministro durante o processo eleitoral.
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), eleito senador, também anunciou a intenção de solicitar o afastamento do magistrado. Segundo o parlamentar, a decisão teria sido tomada sem competência para alterar o horário da votação e depois do encerramento inicialmente previsto pela Justiça Eleitoral.
Van Hattem também questionou a imparcialidade de Zanin por sua atuação anterior como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações representam críticas do parlamentar e não significam que tenha sido comprovada alguma irregularidade na conduta do ministro.
A discussão ocorre em meio à formação da próxima composição do Senado Federal, que contará com parlamentares favoráveis à análise de pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo. Para a aprovação do afastamento de um ministro, são necessários os votos de pelo menos 54 dos 81 senadores, além do cumprimento das etapas previstas no processo.
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Apesar das manifestações políticas, a apresentação de um pedido não resulta automaticamente na abertura de um processo de impeachment. A medida depende de procedimentos institucionais no Senado, responsável por analisar eventuais acusações contra ministros do STF.