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Defensor Público Federal destaca avanços, alerta para desigualdades estruturais e defende políticas inclusivas
Foto: Divulgação

Em 2024, a diferença salarial média ainda girava em torno de 20%

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, é, acima de tudo, uma data de reflexão e responsabilidade institucional. Para o Defensor Público Federal André Naves, a celebração deve vir acompanhada de um debate qualificado sobre dados, avanços concretos e, principalmente, os desafios persistentes que afetam milhões de brasileiras - em especial as mulheres com deficiência, chefes de família e em situação de vulnerabilidade social.

 

“Não se trata apenas de reconhecer conquistas simbólicas, mas de enfrentar desigualdades estruturais que ainda limitam o pleno exercício da cidadania feminina no Brasil”, afirma Naves.

 

 

AVANÇOS E DESAFIOS: O QUE DIZEM OS DADOS

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres brasileiras apresentam maior escolaridade média que os homens, mas continuam recebendo salários inferiores e enfrentando maior informalidade. Em 2024, a diferença salarial média ainda girava em torno de 20%.

 

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O mais recente Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM 2025), divulgado pelo Ministério das Mulheres, aponta que a sobrecarga do trabalho doméstico ainda recai majoritariamente sobre as mulheres; mulheres negras são as mais afetadas pela informalidade e pelo desemprego; a violência doméstica e o feminicídio seguem como graves problemas estruturais.

 

Segundo dados consolidados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país ainda registra números alarmantes de feminicídio, o que demonstra que os instrumentos legais precisam ser acompanhados de políticas públicas eficazes e orçamento adequado.

 

No cenário internacional, a ONU Mulheres reforçou, em seus relatórios mais recentes, que a igualdade de gênero permanece distante da meta estabelecida na Agenda 2030, especialmente no que se refere à autonomia econômica feminina.

 

 

MULHERES COM DEFICIÊNCIA: DUPLA VULNERABILIDADE

 

Um dos pontos centrais destacados por André Naves é a condição das mulheres com deficiência. Elas enfrentam uma sobreposição de barreiras: de gênero, sociais e capacitistas.

 

“Quando falamos em inclusão, precisamos reconhecer que mulheres com deficiência estão mais expostas à violência, têm menor acesso ao mercado de trabalho e encontram obstáculos adicionais no acesso à Justiça e a políticas públicas”, ressalta. Estudos internacionais indicam que mulheres com deficiência têm risco significativamente maior de sofrer violência doméstica e institucional. No Brasil, a interseção entre deficiência, pobreza e gênero ainda é pouco enfrentada de forma estruturada.

 

Para Naves, é fundamental que políticas de proteção considerem: acessibilidade plena nos serviços públicos; atendimento especializado e humanizado; capacitação de profissionais da rede de proteção; e integração entre Estado e organizações do terceiro setor.

 

 

O PAPEL DO TERCEIRO SETOR E DA SOCIEDADE CIVIL

 

O fortalecimento de organizações da sociedade civil tem sido decisivo para ampliar redes de acolhimento, capacitação profissional e empreendedorismo feminino. Projetos voltados à geração de renda para mulheres chefes de família e mulheres com deficiência demonstram que inclusão econômica é também política de prevenção à violência. “O terceiro setor é parceiro estratégico do Estado. Ele chega aonde muitas vezes a política pública ainda não alcança”, observa Naves.

 

 

PROTAGONISMO FEMININO E CAMINHOS PARA O FUTURO

 

Apesar dos desafios, o último ano foi marcado por maior presença feminina em espaços de liderança, ampliação de debates sobre igualdade salarial e fortalecimento de políticas de combate à violência.

 

Para André Naves, o próximo passo exige integração entre economia e direitos humanos: “A desigualdade de gênero não é apenas uma pauta identitária. É uma questão econômica, democrática e civilizatória. Países que investem na autonomia feminina crescem mais, distribuem melhor renda e fortalecem suas instituições.”

 

 

AGENDA PROPOSITIVA DEFENDIDA POR ANDRÉ NAVES

 

Fortalecimento das políticas de prevenção à violência contra a mulher


Ampliação do acesso à Justiça para mulheres vulneráveis


Inclusão produtiva de mulheres com deficiência


Integração entre políticas sociais e desenvolvimento econômico


Apoio institucional a iniciativas do terceiro setor

 

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Neste Dia da Mulher, a mensagem central é clara: celebrar avanços sem ignorar desigualdades. A construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva depende de compromisso institucional permanente. Para saber mais sobre o trabalho de André Naves, acesse o site andrenaves.com ou acompanhe pelas redes sociais: @andrenaves.def.

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