Falhas no fornecimento afetaram unidades de saúde, a conservação de alimentos, medicamentos e dificultou o acesso à comunicação
Apagões sucessivos e semanas de racionamento de energia em São Gabriel da Cachoeira comprometeram serviços essenciais e alteraram a rotina da população nos primeiros meses deste ano. A falha no sistema de geração motivou a atuação da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), que ingressaram com ação civil pública para exigir a regularização do fornecimento no município.
Entre janeiro e março, problemas em geradores e em um transformador da usina termoelétrica expuseram as falhas de manutenção da estrutura local. As interrupções frequentes comprometeram o funcionamento de unidades de saúde, prejudicaram a conservação de alimentos e medicamentos e dificultaram o acesso à comunicação, especialmente em áreas mais afastadas.
“Os relatos demonstram que a população foi diretamente afetada com prejuízos no acesso a serviços essenciais. É preciso uma resposta rápida e eficaz por parte dos responsáveis”, destacou o defensor público Marcelo Barbosa.
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AUDIÊNCIA PÚBLICA
Como desdobramento da ação, foi realizada neste mês uma audiência pública, no Ginásio Arnaldo Coimbra, que reuniu moradores, instituições envolvidas e representantes das empresas responsáveis pelo fornecimento de energia, com o objetivo de registrar os efeitos da crise e discutir soluções.
“Foi um momento importante, dentro do processo civil democrático, no chamado sistema multiportas, onde se pôde dar voz à população de São Gabriel da Cachoeira”, afirmou o defensor público Marcelo Barbosa.
Durante o encontro, também foram discutidos entraves na geração e distribuição de energia. Um dos pontos levantados foi o baixo aproveitamento da energia solar, que opera com cerca de 20% da capacidade instalada desde dezembro de 2025, mesmo diante do aumento recente da demanda.
Para Marcelo Barbosa, a audiência permitiu incorporar essas demandas ao andamento da ação.
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“Os principais atores puderam, de forma oficial e empática, ouvir queixas, demandas e percepções relacionadas à geração e distribuição de energia no município”, explicou o defensor público.