Representantes do investigado afirmam que ele desconhecia a acusação até a repercussão do caso
Os advogados do homem investigado por suposto abuso sexual contra uma criança de 4 anos na sede social do Palmeiras se pronunciaram pela primeira vez sobre o caso. Em comunicado, a defesa informou que o cliente rejeita todas as acusações e destacou que sua identidade continuará sendo preservada durante a apuração.
De acordo com a nota, o investigado teria tomado conhecimento da denúncia apenas após as manifestações públicas do clube e a divulgação do caso pela imprensa. Os representantes legais ressaltaram ainda que o procedimento corre sob sigilo e advertiram que poderão recorrer à Justiça caso informações pessoais do cliente sejam expostas indevidamente.
A defesa informou também que solicitou acesso ao conteúdo da investigação para analisar os elementos já reunidos pelas autoridades e garantir o pleno exercício do direito de defesa. Os advogados afirmaram que apresentarão seus esclarecimentos no decorrer do processo.
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Embora o comunicado destaque que o investigado está disponível para colaborar com a Justiça, não foram fornecidas informações sobre eventual comparecimento espontâneo às autoridades. Até o momento, ele segue sem identificação pública e não foi preso.
A denúncia foi apresentada após a mãe da criança procurar o Palmeiras, a Polícia Civil e a Polícia Militar para relatar um suposto episódio ocorrido em um dos banheiros da sede social do clube.
Segundo o relato, a menina teria sido levada ao local por um homem que ofereceu pipoca e, em seguida, teria praticado atos inadequados contra a criança.
Ao retornar para casa, a mãe percebeu uma alteração na região íntima da filha durante o banho e buscou atendimento médico. A criança passou por exames periciais no Instituto Médico Legal (IML).
O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher da Zona Oeste de São Paulo, que conduz as diligências para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
Diante da denúncia, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, determinou o afastamento do associado apontado como suspeito dos quadros sociais da entidade.
O clube informou que prestou assistência à família, disponibilizando atendimento médico à criança e suporte jurídico para o registro da ocorrência. Além disso, afirmou ter separado imagens das câmeras de monitoramento da sede social e encaminhado o material às autoridades responsáveis pela investigação.
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Em posicionamento oficial, o Palmeiras reafirmou repúdio a qualquer forma de violência e declarou que continuará colaborando para o esclarecimento do caso.