A defesa do tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira Lima, integrante do grupo de militares conhecido como "kids pretos" que está preso preventivamente desde novembro do ano passado, apresentou uma série de pedidos nesta terça-feira ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado para tentar manter Jair Bolsonaro no poder.
O militar foi um dos alvos da Operação Contragolpe, que mirou suspeitos de tramarem um plano para matar Lula, Geraldo Alckmin e o próprio Moraes. Ele virou réu no STF no mês passado e está detido no Comando Militar da Amazônia, em Manaus.
Os advogados pediram o acesso à íntegra do material apreendido nos celulares do cliente, do general Walter Braga Netto e dos tenentes-coronéis Mauro Cid e Rafael Martins de Oliveira, que também era "kid preto". Solicitou ainda a disponibilização da íntegra do documento "OP LUNETA", que foi atribuído a Ferreira Lima e seria um plano para realizar a prisão de "juízes supremos considerados geradores de instabilidade".
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A defesa também requereu a restituição de todos os aparelhos eletrônicos do tenente-coronel que continuam em poder da Polícia Federal, uma vez que as apurações referentes aos dispositivos já se encerraram.
O terceiro e último pedido é o mais inusitado. Os advogados informam que, mesmo preso, Ferreira Lima "leciona cursos de orientaça?o candidatos a concursos militares internos no Exército". E pedem autorização para que ele corrija provas de seus alunos.
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"A correção do material não exige uso de internet, pois a provas são impressas, e poderá ser facilmente inspecionada pela unidade prisional. Caso autorizado, o Requerente, preso preventivamente, procederá à atividade dentro da cela, sem qualquer violação às medidas impostas por este dd. Juízo aos regulamentos do estabelecimento prisional".
Fonte: O Globo