Advogados alegam dificuldades para se reunir com o dono do Banco Master na Penitenciária Federal de Brasília
A defesa do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, protocolou nesta segunda-feira (9) uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando mudanças nas condições de custódia do banqueiro. Os advogados reclamam das regras da Penitenciária Federal de Brasília, especialmente em relação ao acesso ao cliente.
No documento encaminhado à Corte, a equipe jurídica afirma que não conseguiu realizar uma visita imediata ao empresário e pede que seja autorizada uma reunião já na próxima semana. Além disso, os defensores também solicitaram a transferência de Vorcaro para outra unidade prisional localizada na capital federal.
Atualmente, o Brasil possui cinco presídios federais de segurança máxima, administrados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, ligada ao Ministério da Justiça. As unidades estão localizadas em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Brasília (DF), e abrigam cerca de 500 detentos.
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Daniel Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília após deixar um presídio localizado em Potim, no interior de São Paulo. A mudança ocorreu por decisão do ministro André Mendonça, do STF, relator do caso.

Na decisão, o magistrado atendeu a um pedido da Polícia Federal e afirmou que a permanência do empresário em uma unidade prisional estadual poderia representar risco à segurança pública. Segundo Mendonça, Vorcaro possui grande capacidade de articulação e influência sobre diferentes setores do poder público e da iniciativa privada.

A Penitenciária Federal de Brasília possui 208 celas individuais, com cerca de seis metros quadrados cada. Antes de ser integrado ao regime regular da unidade, o banqueiro deverá permanecer por 20 dias em isolamento em uma cela de nove metros quadrados, período destinado à adaptação.
Os advogados também pediram autorização para conversar com o cliente de forma reservada e sem gravação. Nas penitenciárias federais de segurança máxima, os encontros entre presos e defensores costumam ser monitorados e registrados.

Foto: Reprodução
Desde que foi preso novamente, na quarta-feira da semana passada (4), Vorcaro ainda não conseguiu se reunir com seus representantes legais. A defesa sustenta que o monitoramento das conversas pode prejudicar a elaboração da estratégia jurídica.
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O empresário foi detido durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).