Advogado Fabiano Lopes, que defende o ex-vereador, afirma ainda que irá contestar laudos
O julgamento do caso Henry Borel voltou a ser marcado por fortes acusações e clima tenso no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Durante depoimentos de testemunhas nesta semana, a defesa do ex-vereador Dr. Jairinho afirmou que ex-namoradas do acusado teriam sido “aliciadas” por Leniel Borel, pai do menino Henry, para prejudicar o réu diante dos jurados.
A declaração aconteceu após relatos emocionados de mulheres e familiares que acusaram Jairinho de agressões contra crianças durante relacionamentos passados. Uma das testemunhas foi Kaylane de Oliveira, hoje com 18 anos, que afirmou ter sofrido violência física quando era criança. Segundo ela, o ex-vereador dava socos, apertava seus braços e chegou a afundá-la em uma piscina. A jovem disse ainda carregar culpa pela morte de Henry por nunca ter denunciado as agressões anteriormente.
A mãe da jovem, Natasha Machado, confirmou os relatos e declarou que viveu momentos de medo durante o relacionamento com Jairinho. Ela afirmou que nunca denunciou o ex-vereador por receio da influência política dele e da família.
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Durante o interrogatório, os advogados de defesa tentaram descredibilizar os depoimentos e insinuaram proximidade das testemunhas com Leniel Borel. A defesa sustenta que o pai de Henry teria influenciado mulheres ligadas ao passado de Jairinho para criar uma narrativa contra o acusado.
O julgamento acontece cinco anos após a morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021. Jairinho e Monique Medeiros respondem por homicídio e tortura. Os dois negam participação no crime.
O caso ganhou repercussão nacional após laudos apontarem diversas lesões no corpo da criança. Segundo as investigações, Henry chegou morto ao hospital com sinais de agressão.
Nos últimos meses, o processo foi cercado por pedidos de adiamento, abandono de plenário por parte da defesa e novas disputas judiciais envolvendo acesso a provas e equipamentos eletrônicos. Mesmo diante das tentativas de suspensão, o Tribunal de Justiça manteve o júri popular.
Do lado de fora do fórum, Leniel Borel voltou a pedir justiça pela morte do filho e negou qualquer tentativa de manipular testemunhas. Já a defesa de Jairinho insiste que há irregularidades no processo e diz que busca garantir um julgamento justo.
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O júri segue com depoimentos de testemunhas, apresentação de provas e debates entre acusação e defesa antes da decisão final dos jurados.