Advogados pretendem sustentar que o acusado enfrentava uma perturbação emocional extrema no momento da morte do CEO da UnitedHealthcare.
A defesa de Luigi Mangione, de 28 anos, anunciou que pretende utilizar um argumento baseado em saúde mental durante o julgamento estadual pela morte de Brian Thompson, presidente-executivo da UnitedHealthcare. A estratégia será apresentada no processo previsto para setembro, em Nova York.
Os advogados alegam que Mangione sofria de uma perturbação emocional extrema quando ocorreu o crime, em dezembro de 2024. Caso essa tese seja aceita pelos jurados, a acusação poderá ser reclassificada para homicídio culposo, cuja pena máxima é de até 25 anos de prisão.
Se o júri rejeitar o argumento da defesa, o réu poderá ser condenado por homicídio doloso, crime que prevê prisão perpétua. A alegação de transtorno emocional, no entanto, será válida apenas no processo estadual e não poderá ser utilizada na ação que tramita na Justiça Federal.
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Além da acusação de homicídio em segundo grau no Estado de Nova York, Mangione também responde por crimes relacionados à posse ilegal de armas, incluindo um silenciador e uma arma produzida por impressão 3D.
Na esfera federal, ele é investigado por perseguição interestadual e pelo uso de meios eletrônicos para monitorar a vítima antes do assassinato. Embora a promotoria tenha tentado enquadrar o caso como terrorismo o que poderia abrir caminho para a pena de morte — essa acusação foi descartada pela Justiça em 2025.
Durante a audiência desta quarta-feira (17), o juiz Gregory Carro informou que a defesa ainda deverá apresentar detalhes sobre os fatores que teriam provocado a suposta perturbação emocional do acusado. Segundo o magistrado, essas informações serão fundamentais para que o Ministério Público decida se solicitará uma avaliação psiquiátrica independente.
De acordo com a acusação, Luigi Mangione planejou o assassinato de Brian Thompson. Os promotores afirmam que o acusado registrou em um caderno a intenção de matar um executivo do setor de saúde e viajou até Manhattan para esperar pela chegada da vítima, que participaria de uma conferência com investidores.
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Mangione se declarou inocente de todas as acusações e permanece à disposição da Justiça enquanto aguarda o início dos julgamentos.