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Defesa de Marcola questiona investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC e a Deolane
Foto: Divulgação

Advogados alegam irregularidades na Operação Vérnix e contestam as provas apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo; ação também envolve familiares do apontado líder da facção.

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), tenta barrar a ação penal que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa e à influenciadora Deolane Bezerra.

 

O advogado Bruno Ferullo apresentou, na terça-feira (4), uma resposta à acusação do Ministério Público de São Paulo (MPSP). No documento, ele sustenta que as provas reunidas durante a investigação não são suficientes para demonstrar a responsabilidade criminal atribuída aos envolvidos.

 

A defesa também aponta supostas irregularidades desde o início das apurações da Operação Vérnix, deflagrada em maio de 2026. Segundo os advogados, os problemas identificados podem comprometer a validade de atos realizados durante o processo.

 

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A operação teve como alvos Marcola, Deolane Bezerra e três familiares do apontado líder do PCC: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Os investigados são suspeitos de participação em um esquema de movimentação e ocultação de recursos.

 

Em manifestação, a defesa informou que também solicitou acesso a elementos da investigação que ainda não teriam sido disponibilizados. Os advogados pediram, ainda, a realização de diligências que consideram necessárias para o esclarecimento dos fatos e o exercício do direito de defesa.

 

Outro investigado, Everton de Souza, conhecido como Player e apontado pelo Ministério Público como operador financeiro do grupo, também apresentou resposta à acusação. Seu advogado solicitou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, alegando que o cliente precisa dar continuidade a um tratamento contra o câncer.

 

A Operação Vérnix investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado milhões de reais por meio de empresas de fachada. As apurações também envolvem suspeitas de repasses financeiros e movimentações consideradas atípicas relacionadas a Deolane.

 

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As contestações apresentadas pelas defesas ainda dependem de análise judicial e de manifestação do Ministério Público. Até o momento, os argumentos dos advogados não representam uma decisão sobre a responsabilidade criminal dos investigados.

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