Advogados alegam que provas digitais usadas no processo apresentam irregularidades e pedem nova perícia antes do prosseguimento da ação penal.
A defesa do rapper Mauro Nepomuceno, conhecido como Oruam, entrou com um recurso nesta quinta-feira (17) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para pedir a suspensão temporária da ação penal que também envolve Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e outros nove réus.
O processo apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro atribuídas aos denunciados. Segundo a acusação, haveria um esquema destinado a ocultar e movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas. Oruam e os demais réus respondem às acusações na Justiça.
A defesa do rapper sustenta que as provas utilizadas para fundamentar a ação penal apresentam irregularidades. Os advogados anexaram aos autos um laudo pericial particular que, segundo eles, aponta problemas na cadeia de custódia de dados digitais utilizados na investigação.
Veja também

Com base nesse argumento, os representantes de Oruam pedem que o processo seja interrompido até a realização de uma perícia técnica. A intenção é que a Justiça analise a validade das provas e avalie a permanência dos elementos questionados no processo.
Anteriormente, a defesa já havia solicitado a realização de uma perícia prévia nos dados telemáticos e na cadeia de custódia das provas. O pedido, no entanto, foi negado pela Justiça, conforme relatado pela imprensa.
DENÚNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO
O Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou a denúncia contra Oruam, Marcinho VP e outros nove investigados em 30 de janeiro de 2026. Posteriormente, a Justiça recebeu a denúncia e os envolvidos passaram à condição de réus.
Segundo a acusação, o grupo teria participado de um esquema estruturado para ocultar recursos supostamente ligados ao tráfico de drogas em comunidades do Rio de Janeiro.
A denúncia também atribui a Marcinho VP, que está preso, um papel de liderança no esquema. O Ministério Público sustenta que ele manteria influência sobre decisões relacionadas à organização criminosa e à movimentação financeira.
Ainda segundo a acusação, Márcia Nepomuceno seria responsável pela administração de recursos, com utilização de empresas, imóveis e propriedades rurais para ocultação patrimonial.
A denúncia divide os investigados em diferentes núcleos, incluindo liderança, núcleo familiar, suporte operacional e integrantes apontados como responsáveis pela atuação nas comunidades e pelo repasse de valores.
As alegações apresentadas pelo Ministério Público ainda são objeto de análise no processo, enquanto a defesa de Oruam questiona a validade de parte das provas utilizadas na acusação.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
O TJRJ mantém sistemas oficiais para consulta de processos e decisões judiciais, incluindo as plataformas eJURIS e eproc.