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Em meio a incertezas e pontos de interrogações que norteiam o início da trajetória de Renato Paiva no Botafogo, a defesa alvinegra apresenta resultados promissores para embasar o trabalho do técnico português. A frieza dos números aponta apenas um gol sofrido em quatro compromissos. Contra Palmeiras, Juventude e Carabobo, a retaguarda passou incólume. Somente a Universidad de Chile conseguiu balançar a rede. Neste recorte, o atual treinador alvinegro supera os seus colegas de profissão que passaram pelo Mais Tradicional durante a SAF.
Se o ataque foi a pauta principal nas últimas entrevistas coletivas de Paiva, na terça-feira (8), após a vitória do Botafogo sobre o Carabobo por 2 a 0, no Estádio Nilton Santos, pela Libertadores, o Jogada10 trouxe a retaguarda alvinegra aos holofotes e jogou luz sobre o desempenho da cozinha nestes quatro compromissos.
“O quantitativo, realmente, tem importância. Em quatro jogos, um gol sofrido somente. Isso nos deixa satisfeitos. No jogo contra o Palmeiras, o “XG” ofensivo no minuto 70 era 0,06, o que significa que o Palmeiras pouco finalizou contra a nossa meta”, ilustrou o técnico do Glorioso.
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Nos quatro embates, Paiva manteve sempre o goleiro Johh, além dos zagueiros Barboza e Jair. Nas laterais, trocou Telles por Cuiabano (na esquerda) e Vitinho por Pontes (na direita) uma única vez.
Com Paiva, aliás, o Botafogo passou as duas primeiras rodadas do Brasileirão sem ser vazado, algo inédito para a equipe alvinegra na história dos pontos corridos (desde 2003).
Há, entretanto, subjetividades que podem questionar esta boa sequência do treinador lusitano. Afinal, Juventude e Carabobo, por exemplo, tiveram espaço e acertaram o travessão do goleiro John. Mais sorte que juízo? O próprio Paiva explica por que estas situações mais embaraçosas podem acontecer.
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“Não há jogos sem finalizações ao gol. Concedemos de vez em quando oportunidades, pois somos uma equipe ofensiva. Colocamos muita gente no meio-campo adversário. Em vários momentos, John era o único na defesa. Não vamos abdicar de colocar gente na frente. Somos uma equipe corajosa. Caso contrário, não poderíamos estar aqui para representar este clube. O Botafogo tem uma missão que é ganhar sempre. Óbvio que, com tanto espaço que deixamos no nosso campo, basta um duelo perdido, uma saída mais rápida, uma distração e vem a outra equipe”, justificou.
Fonte: Correio Braziliense