Passivo que abrange governo federal, INSS e governos estaduais e municipais está em R$ 10,4 trilhões
As contas do setor público brasileiro registraram um déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março, o que contribuiu para a elevação da dívida pública bruta para 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior patamar desde 2021.
Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira e mostram um resultado pior que o esperado pelo mercado. Economistas projetavam um déficit menor para o mês, de cerca de R$ 66,7 bilhões.
O desempenho foi influenciado principalmente pelo governo central, que respondeu pela maior parte do rombo, seguido por déficits menores de estados e municípios e resultado negativo das estatais.
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Na comparação com fevereiro, a dívida bruta subiu 0,9 ponto percentual, saindo de 79,2% para 80,1% do PIB. Já a dívida líquida também avançou, passando de 65,5% para 66,8%.
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O aumento ocorre em meio a pressões fiscais e maior impacto dos juros da dívida pública, que seguem pressionando as contas do governo. O resultado reforça a tendência de deterioração do quadro fiscal no início do ano e levanta preocupação entre analistas sobre a trajetória da dívida nos próximos meses.