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Degradação em áreas não florestais da Amazônia alcança 49 mil km² em dois anos
Foto: Reprodução

Área é maior do que o estado do Espírito Santo. Desmatamento em áreas de não floresta foi de 1.144 km² entre 2023 e 2025, segundo nova ferramenta do INPE

O Governo Federal anunciou, na segunda-feira (15), o lançamento oficial de uma nova ferramenta de monitoramento do desmatamento e degradação da vegetação nativa na Amazônia, o Deter Não Floresta (Deter NF).

 

Como o próprio nome indica, a ferramenta mede as alterações das áreas não florestais na Amazônia, como regiões de savana (cerrado), campos naturais e áreas de transição, que correspondem a aproximadamente 20% do bioma.

 

Os dados serão disponibilizados, em breve, na plataforma TerraBrasilis. Informações obtidas por ((o))eco, no entanto, mostram que, entre agosto de 2023 e setembro de 2025, os alertas de degradação em regiões não florestais do bioma somaram 48.875 km², área maior do que o estado do Espírito Santo (46 mil km²).

 

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Os alertas de desmatamento para tais áreas somaram 1.144 km², no mesmo período, o equivalente à cidade do Rio de Janeiro (1.200 km²). Segundo nota publicada pelo Governo Federal, a implementação do Deter NF representa um salto de qualidade na governança ambiental, já que agora o monitoramento cobre 100% do território amazônico.

 

Antes da nova ferramenta, o monitoramento diário cobria apenas as florestas ombrófilas densas, em alertas emitidos para áreas com desmatamento com solo exposto e corte raso em florestas primárias. “Onde antes tínhamos um vazio de informação diária, agora temos transparência e agilidade. Isso democratiza o acesso à informação e fortalece imensamente a ação do Estado”, disse o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento do MMA, André Lima.

 

A nova ferramenta usa não só imagens de satélite, mas também inteligência artificial para indicar mudanças na cobertura vegetal, seja por desmatamento, mineração, queimadas ou outras atividades irregulares.

 

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O Deter NF vem sendo desenvolvido desde 2023, por meio de uma parceria entre o INPE, órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). 

 

Fonte: O Eco

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