Presidente americano afirmou que Havana cairá e que é um objetivo dos EUA forçar uma mudança fundamental na ilha comunista
A delegação de Cuba abandonou a sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (22), durante o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A saída ocorreu depois de o líder americano fazer críticas ao governo cubano e afirmar que a situação política da ilha está próxima de uma mudança.
Durante seu pronunciamento, Trump classificou Cuba como um “Estado falido” e afirmou que o governo comunista enfrenta uma pressão considerada por ele sem precedentes. O presidente americano também declarou que a liberdade chegará à ilha e defendeu mudanças no sistema político cubano.
A reação cubana foi imediata. O chanceler Bruno Rodríguez, que liderava a delegação do país na ONU, deixou o plenário durante a fala de Trump. O gesto ocorreu em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Havana e Washington.
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Na véspera da abertura da Assembleia Geral, Rodríguez já havia acusado os Estados Unidos de intensificarem a pressão sobre Cuba e de utilizarem o combate ao narcotráfico como justificativa para ampliar sua atuação militar na América Latina e no Caribe. O governo cubano também criticou as sanções e o bloqueio econômico mantidos por Washington.
Incapaz de justificar el castigo contra el pueblo de #Cuba y su guerra económica genocida, el presidente de EE.UU repite en la ONU que Cuba representa una amenaza. La mentira es el recurso de quienes se niegan a aceptar el derecho a la libre determinación del pueblo cubano.
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) September 22, 2026
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O episódio evidencia o momento de tensão nas relações entre Cuba e Estados Unidos, enquanto o governo Trump aumenta a pressão por mudanças na ilha. A saída da delegação cubana durante o discurso tornou-se um dos momentos de maior repercussão da sessão da ONU nesta terça-feira.