Valéria Vieira Pereira da Silva foi afastada do cargo de delegada da PF pelo ministro do STF André Mendonça
A Polícia Federal identificou uma delegada e o marido dela como suspeitos de atuar ilegalmente em favor do empresário Daniel Vorcaro dentro da própria corporação. As acusações surgiram durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14).
Segundo as investigações, a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva teria repassado informações sigilosas da PF para integrantes do grupo investigado por ligação com a família Vorcaro. O ministro do STF André Mendonça determinou o afastamento preventivo da policial, além da apreensão do passaporte e proibição de deixar o país.
O marido dela, o policial federal aposentado Francisco José Pereira da Silva, foi preso durante a operação. A PF afirma que ele atuava como intermediador para dificultar o rastreamento das comunicações e esconder a participação da delegada no esquema.
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De acordo com a investigação, Valéria acessou sem autorização um inquérito sigiloso conduzido pela Superintendência Regional da PF em São Paulo, mesmo estando lotada em Minas Gerais e sem qualquer atribuição ligada ao caso. Após acessar os dados, ela teria compartilhado detalhes das investigações com pessoas ligadas à família Vorcaro.
A PF aponta que o casal fazia parte de um núcleo chamado “A Turma”, grupo suspeito de atuar para proteger interesses do empresário, intimidar adversários e obter informações reservadas sobre investigações em andamento.
As apurações indicam suspeitas de crimes como violação de sigilo funcional, corrupção, invasão de sistemas e participação em organização criminosa. A operação também cumpriu mandados de prisão e busca em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
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A sexta fase da Operação Compliance Zero ampliou a pressão sobre pessoas ligadas ao escândalo envolvendo o antigo Banco Master. O pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, também foi preso na mesma operação sob suspeita de integrar a estrutura investigada pela Polícia Federal.