Delegada explica como identificar o gesto e quais medidas adotar ao perceber um pedido silencioso de socorro
Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de reconhecer pedidos silenciosos de ajuda, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Norte/Leste, orienta a população sobre como identificar e agir diante do sinal universal de socorro, utilizado por vítimas de violência que não conseguem pedir ajuda verbalmente.
O tema ganha ainda mais relevância diante da repercussão de casos recentes no Amazonas, como o episódio em que um homem fez o próprio filho refém, em Manaus. Na ocasião, a mãe da criança utilizou o gesto durante uma corrida por aplicativo, chamando a atenção do motorista, que acionou rapidamente as autoridades.
De acordo com a delegada Nathália Oliveira, titular da DECCM Norte/Leste, o gesto é uma ferramenta importante em situações nas quais a vítima está impossibilitada de falar ou pedir ajuda de maneira explícita.
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O gesto é universal
“O sinal universal é aquele no qual a vítima estende a palma da mão, dobra o polegar para dentro e fecha a mão com os outros quatro dedos. Dessa forma, ela sinaliza que está sofrendo algum tipo de violência quando não pode ou não consegue acionar as autoridades competentes”, explicou a delegada.
A autoridade policial destaca que o gesto pode ser utilizado por qualquer pessoa, inclusive crianças e adolescentes, especialmente em situações de perigo extremo, quando não é possível pedir socorro de forma direta.
“Por exemplo, a vítima está sendo feita refém e não consegue utilizar o celular para pedir socorro. Então, ela identifica pessoas que possam ajudá-la, mas que não percebem o perigo da situação. A partir disso, faz o sinal universal para que essas pessoas reconheçam que ela precisa de ajuda”, pontuou Nathália Oliveira.
COMO AGIR AO IDENTIFICAR O SINAL
Ao presenciar o gesto, a orientação é agir com cautela para não aumentar o risco enfrentado pela vítima. Segundo a delegada, é fundamental evitar atitudes que possam alertar o agressor e agravar a situação.
“É importante que as pessoas ao redor não criem alarde naquela situação. É necessário observar para não deixar a vítima sozinha com o agressor e, por meio do próprio telefone ou com a ajuda de outras pessoas, acionar as autoridades”, orientou a delegada.
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Delegada dá todas as explicações (Fotos: Divulgação)
A Polícia Civil reforça que as vítimas de violência doméstica e de abusos contra crianças e adolescentes não devem ser responsabilizadas pelas agressões sofridas. A instituição ressalta a importância de buscar ajuda e denunciar os casos às autoridades competentes, para que sejam adotadas as medidas necessárias de acolhimento, assistência e proteção às vítimas.
DENÚNCIAS
Em casos de suspeita de violência ou de perigo iminente, a população deve acionar as autoridades competentes As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 3667-7575 e 197, da PC-AM; 181, da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM); ou 190, da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
A identidade do denunciante será resguardada.
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