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Delegada esposa de réu pela morte de gari tem licença médica renovada por mais 30 dias
Foto: Reprodução/Redes sociais

Crime completa um ano nesta terça-feira (11)

A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Ana Paula Lamego Balbino teve a licença médica renovada por mais 30 dias. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (11), mesma data em que a morte do gari Laudemir de Souza Fernandes completa um ano.

 

Ana Paula é esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu acusado de matar o gari em Belo Horizonte. A delegada também foi indiciada por prevaricação e porte ilegal de arma de fogo no decorrer das investigações sobre o caso.

 

Embora a publicação tenha ocorrido nesta terça-feira, a nova licença passou a valer no último sábado (8). O primeiro afastamento da delegada foi concedido em 13 de agosto de 2025, inicialmente por 60 dias. Desde então, o benefício foi renovado pelo menos seis vezes.

 

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Segundo dados do Portal da Transparência, Ana Paula continua recebendo remuneração durante o período de afastamento. Em junho, último mês com informações disponíveis, ela recebeu R$ 17.730,69.

 

Após o homicídio de Laudemir, a Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um procedimento administrativo para apurar a possível participação da delegada no caso. As investigações apontaram que a arma registrada em nome de Ana Paula teria sido utilizada por Renê no crime.

 

Ana Paula foi indiciada por prevaricação, crime relacionado à conduta de funcionário público que deixa de praticar ou retarda um ato de ofício para atender a interesse ou sentimento pessoal.

 

Ela também foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo. Segundo as investigações, a delegada teria cedido ou emprestado ao companheiro sua pistola de uso pessoal.

 

Quem é Ana Paula Balbino, delegada que teve licença médica prorrogada e  pode completar um ano afastada da Polícia Civil após marido matar gari

Foto: Divulgação

 

Ainda de acordo com o inquérito, Ana Paula sabia e teria permitido que Renê utilizasse a arma em outras ocasiões.

 

Laudemir foi baleado em 11 de agosto de 2025 enquanto trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte.

 

Renê da Silva Nogueira Júnior foi preso horas depois, no estacionamento de uma academia que frequentava. As investigações apontaram que ele teria utilizado a arma da esposa para realizar os disparos.

 

Em 28 de janeiro de 2026, Renê foi pronunciado pela Justiça e será levado a júri popular. A decisão foi tomada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri, 1º Sumariante de Belo Horizonte.

 

Na decisão, a magistrada considerou que existem provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri.

 

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As qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima também foram mantidas. A juíza destacou a “frieza da conduta” e a “completa indiferença” demonstrada pelo acusado em relação à vida da vítima. 

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