Médica Juliana Brasil e técnica de enfermagem Raiza Bentes são investigadas pela morte do menino Benício Xavier
A médica Juliana Brasil Santos e a técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva, tiveram as prisões preventivas solicitadas à Justiça pelo delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que investiga a morte do menino Benício Xavier, de seis anos de idade.
Erros na prescrição de adrenalina e aplicação diretamente na veia da criança durante um atendimento no Hospital Santa Júlia, no dia 23 de novembro deste ano, tevê um final trágico com a morte da criança.
A médica prescreveu a forte dosagem e a técnica de enfermagem administrou a medicação, provocando seis paradas cardíacas em Benício Xavier, que havia sido levado ao hospital pelos pais com suspeita de laringite.
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Bruno Melo de Freitas e Joyce Xavier de Carvalho, pai e mãe do menino, respectivamente, continuam clamando por justiça para o filho, que antes de falecer, após ser aplicada a adrenalina em sua veia, ainda foi entubado pela equipe médica de plantão.
Após ser aplicada a forte dosagem por via intravenosa o
menino Benício sofreu paradas cardíacas, foi entubado
e veio a óbito no Hospital Santa Júlia
O delegado Marcelo Martins havia solicitado a prisão preventiva da médica Juliana Brasil, por homicídio com dolo eventual, quando alguém, sem querer diretamente matar, assume o risco de produzir a morte.
A Justiça havia negado e concedeu um habeas corpus para a médica responder ao processo em liberdade, no entanto, essa medida judicial foi revogada na semana passada e agora foram solicitadas as prisões preventivas das duas investigadas.
Na manhã desta próxima terça-feira, 16, e quinta-feira, 18, estão marcados os depoimentos de outros funcionários do Hospital Santa Júlia, em mais uma etapa da investigação comandada pelo delegado titular Marcelo Martins.
Delegado Marcelo Martins preside o inquerito policial
e solcitou as prisões preventivas da médica e da
técnica de enfermagem (Fotos: Divulgação)
A situação da médica Juliana Brasil se agrava ainda mais porque, ela também deverá ser investigada por falsidade ideológica, pois atendia no Hospital Santa Júlia como pediatra, em outro hospital como obstetra, sem ter formação em nenhuma destas especialidades.
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Agora que foram solicitadas as prisões preventivas da médica e da técnica de enfermagem Raíza Bentes, a expectativa de quem a Justiça conceda os pedidos dentro das próximas horas e ambas sejam conduzidas ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).