Além de possíveis irregularidades no processo eleitoral, a situação levanta preocupações quanto aos impactos no ambiente acadêmico, especialmente no que diz respeito à ética institucional
Uma denúncia formal protocolada junto à Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) aponta o possível uso indevido da estrutura acadêmica da Escola Superior de Artes e Turismo (ESAT/UEA) para interferência em processos eleitorais no campo cultural na capital do Amazonas.
De acordo com o documento, teriam ocorrido reuniões fechadas em horário de aula no Sindicato dos Trabalhadores em telecomunicações - SINTEL, na rua Alexandre Amorim, 392 – Nossa Senhora Aparecida, com o objetivo de influenciar diretamente a eleição da Federação de Teatro do Amazonas - FETAM, entidade privada com mais de 40 anos de atuação na representação da classe teatral no estado.
A denúncia também destaca que práticas semelhantes já teriam sido observadas anteriormente, como no processo eleitoral do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), envolvendo a mobilização de estudantes para participação eleitoral mediante a construção acelerada de portfólios, o que levanta questionamentos sobre o cumprimento dos critérios estatutários exigidos para filiação e voto, no concultura.
Veja também

Lula mira agenda no Nordeste para fortalecer base eleitoral contra Flávio Bolsonaro
No contexto atual, com a aproximação das eleições da Federação, há indícios de repetição desse padrão, com a suposta atuação de professores e articuladores na mobilização de acadêmicos dentro do ambiente universitário, utilizando a estrutura pública e a relação pedagógica como instrumentos de influência e intimidação.
O documento foi registrado sob o nº 71 – Denúncia de Irregularidade, no processo nº 01.02.011304.012303/2026-02, e encaminhado ao reitor da UEA, Dr. André Zogahib, sendo também reiterado ao Dr. Isaque dos Santos Sousa, com solicitação de apuração e adoção das medidas cabíveis junto à administração da ESAT.
Outro ponto levantado refere-se ao possível descumprimento do estatuto da própria Federação de Teatro do Amazonas, que exige comprovação mínima de dois anos de experiência artística para filiação. Segundo a denúncia, estudantes estariam sendo incentivados a ingressar no processo eleitoral sem atender plenamente a esses requisitos.
Além de possíveis irregularidades no processo eleitoral, a situação levanta preocupações quanto aos impactos no ambiente acadêmico, especialmente no que diz respeito à ética institucional, à autonomia universitária e à preservação de um espaço de formação livre de interferências político-eleitorais.
A denúncia solicita investigação rigorosa dos fatos e reforça a necessidade de transparência e respeito às normas institucionais, tanto no âmbito acadêmico quanto nas entidades representativas da cultura.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Até o momento, a Universidade do Estado do Amazonas não se pronunciou oficialmente sobre o caso, envolvendo o atual gestor da Federação de Teatro do Amazonas, Cleber Ferreira. A aliança converge na continuidade com professora Danielle Peinaldo (esposa), num momento de levantamento das prestações de contas não apresentadas pela gestão, envolvendo mais de 5 milhões em convênios Federais, com claros indícios de “negação de prestações de contas” a seus filiados, a situação apresentada por filiados a instituição baseada no Código Civil Brasileiro, restringe a prática.