Na última segunda-feira à noite, um homem teria sido torturado e executado a tiros em uma área de mata da comunidade, onde os moradores vivem apavorados com a onda de violência
O "PORTAL DO ZACARIAS" recebeu denúncias graves relacionadas ao tráfico de drogas e à atuação de facções criminosas, que estariam impondo um intenso clima de medo aos moradores da Comunidade Celebridade 2, no bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus.
A denúncia ganha ainda mais relevância porque, na noite da última terça-feira, 11, um grupo que seria ligado ao chamado “tribunal do crime” teria sequestrado, torturado e, posteriormente, executado a tiros, em uma área de mata, um homem que ainda não foi identificado.
Segundo uma das denúncias, armas, ameaças e intimidações seriam utilizadas por integrantes de uma facção criminosa, que se autointitulam líderes do tráfico de drogas e da comunidade. Eles estariam intimidando moradores e prometendo aplicar punições violentas contra quem se atrever a desrespeitar as regras impostas pelo grupo.
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Moradores afirmam que a polícia só vai à comunidade para
confirmar encontro de cadáver e outros crimes
Um fato que deve ser rigorosamente apurado pelas autoridades policiais é a denúncia da existência de um suposto cemitério clandestino em uma área de mata, onde vários corpos de pessoas que teriam sido torturadas e executadas poderiam ter sido enterrados pelos criminosos.
VEJA A DENÚNCIA ANÔNIMA E URGENTE, NA ÍNTEGRA:
“Venho, por meio desta denúncia, como porta-voz dos moradores da Comunidade Celebridade 2, no bairro Novo Israel, denunciar o intenso tráfico de drogas na região e o clima de terror imposto por criminosos. A população não suporta mais sofrer com ameaças e extorsões. Estamos vivendo dias sombrios, aguardando que as autoridades tomem providências urgentes.
Um grupo de criminosos, que se autointitula líder da comunidade, usa o poder das armas para coagir, extorquir, ameaçar e torturar pessoas. Esse mesmo grupo se apropria ilegalmente das casas dos moradores. Eles visam obter vantagens financeiras sobre os imóveis, aproveitando-se do fato de que o local está recebendo saneamento básico e se valorizará em breve.”

O clima de pavor é tamanho e mesmo em plena luz do dia as
ruas ficam quase que totalmente desertas na comunidade
Celebridae 2 (Fotos: Divuçgação)
Além disso, existe um suposto cemitério clandestino ao lado de um campo de futebol, na divisa com uma pequena área de mata. Nesse local, segundo a denúncia, vítimas seriam torturadas, mortas e enterradas. Recentemente, no dia 11 de agosto, às 8h38, um rapaz ainda não identificado teria sido torturado e morto pelo grupo. Infelizmente, segundo o relato, a polícia não teria conseguido chegar a tempo.
Em outro episódio, um morador teria sido gravemente agredido com pedaços de madeira cravados de pregos e precisou fugir da comunidade sob ameaça de morte. A denúncia relata ainda diversos outros casos de tortura. Os criminosos estariam desfilando com pessoas ensanguentadas pelas ruas para demonstrar poder. Quem tenta desqualificá-los ou enfrentá-los seria expulso ou receberia ameaças de morte.
“Estamos todos reféns.”
Ainda segundo a denúncia, uma taxa mensal é cobrada sob o pretexto de promover melhorias para o bairro. No entanto, o dinheiro seria utilizado para sustentar vícios e o luxo dos criminosos, enquanto os moradores sofrem com a falta de infraestrutura.
A denúncia relata que falta água e energia elétrica quase todos os dias e que, em algumas ocasiões, os moradores chegam a passar de três a quatro dias sem esses serviços essenciais. A responsável pela cobrança dessas taxas seria uma mulher chamada Simone.
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Polícia esteve na área de mata, ontem à noite, após o
encontro do corpo de um homem crivado de
balas (Fotos: Reprodução)
Os autointitulados líderes seriam Silas, Weliton, conhecido como “JB” e apontado na denúncia como foragido da Justiça; Kauã, conhecido como “Kiko” e também apontado como foragido; Ray; Rejane Monica, conhecida como “Régis”; sua filha Maerica; seu genro Rodrigo; e uma cidadã venezuelana chamada Reina Fajardo. Segundo a denúncia, todos os citados integrariam o grupo criminoso e seriam membros da facção Comando Vermelho (CV).
Ainda de acordo com o relato, o grupo esconderia armas de grosso calibre dentro da comunidade e circularia armado pelas ruas para intimidar a população. A denúncia afirma que parte dos moradores teria envolvimento com os criminosos, mas que a maioria das pessoas de bem seria expressiva e estaria clamando por socorro. Os integrantes do grupo também seriam acusados de invadir residências e espancar pais de família diante de qualquer suposto erro.
“Ninguém aguenta mais viver com medo. Os moradores são obrigados a silenciar para não pagarem com a própria vida. Precisamos de autoridades competentes e de cobertura da imprensa para dar visibilidade à nossa voz, encerrando esse terror que enfrentamos há anos.”
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O denunciante exige total anonimato para resguardar a própria integridade física e pede a atenção dos órgãos competentes para que sejam tomadas providências capazes de restabelecer a ordem e a tranquilidade na comunidade e em outras áreas do Amazonas.