A prisão aconteceu durante a Operação Vérnix, que também mira integrantes ligados ao PCC
A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra divulgou uma carta escrita da penitenciária onde está presa, após ser alvo da Operação Vérnix, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). No texto, publicado nas redes sociais por familiares, Deolane afirma que é inocente e que estaria sendo vítima de “perseguição” por ser uma figura pública e formadora de opinião.
“Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição”, escreveu a influenciadora na carta ditada à irmã, a advogada Dayanne Bezerra. Segundo Deolane, o motivo da prisão seria um depósito de R$ 24,5 mil referente a honorários advocatícios recebidos no passado. Ela nega qualquer ligação com organização criminosa e afirma nunca ter atuado dentro da Penitenciária de Presidente Venceslau, apontada nas investigações.
A prisão aconteceu durante a Operação Vérnix, que também mira integrantes ligados ao PCC e investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas e movimentações financeiras suspeitas. Conforme a investigação, Deolane teria recebido valores provenientes de uma transportadora criada pela facção criminosa para ocultação de recursos ilícitos.
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A influenciadora foi presa em uma mansão localizada em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo. Em sua carta, ela relata ter sido acordada “com um fuzil apontado para o rosto” e afirma que nunca teve oportunidade de prestar esclarecimentos às autoridades durante os anos em que seu nome apareceu em reportagens relacionadas ao caso.
Esta é a segunda vez que Deolane enfrenta prisão em investigações relacionadas a lavagem de dinheiro. Em 2024, ela já havia sido detida durante a Operação Integration, que apurava suspeitas envolvendo jogos ilegais e movimentações financeiras irregulares.
No último domingo (24), o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora. Antes disso, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, também rejeitou um pedido de prisão domiciliar.
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Na carta, Deolane encerra dizendo que continuará “de cabeça erguida” e pediu apoio dos seguidores. “Não sou e nunca fui bandida. Sou mãe, empresária e advogada”, declarou.