Fenômeno nas redes sociais, as competições com comida testam os limites do corpo e podem provocar desde mal-estar intenso até emergências
Hambúrgueres empilhados, milk-shakes do tamanho de baldes, coxinhas gigantes e pratos extremamente apimentados. Os desafios de comida viraram um fenômeno nas redes sociais, acumulando milhões de visualizações e compartilhamentos.
A lógica é simples: vence quem consegue comer mais quantidade de comida, terminar mais rápido ou encarar o prato mais exagerado diante das câmeras.
Apesar do sucesso na internet, especialistas alertam que esse tipo de prática pode trazer riscos ao organismo. O estômago tem capacidade limitada e não foi feito para funcionar como um depósito de grandes volumes de alimento.
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Segundo o gastroenterologista Rafael Oliveira Ximenes, o órgão costuma acomodar entre 1 e 1,5 litro de alimento sem causar desconforto. Em casos extremos pode suportar até 4 litros, mas isso pode provocar estufamento intenso, dor abdominal, náusea, refluxo e vômito.
O excesso também pode causar lesões no sistema digestivo, dificultar a respiração e aumentar o risco de broncoaspiração, quando o alimento vai para os pulmões durante o vômito.
Mortes relacionadas a desafios desse tipo também já foram registradas. Em 2025, um homem morreu após se engasgar durante uma gincana chamada “Boca na Melancia”, no interior de São Paulo. Casos semelhantes já ocorreram em outros países, incluindo desafios envolvendo alimentos extremamente apimentados.
Mesmo com os riscos, alguns criadores de conteúdo transformaram esse tipo de vídeo em profissão. Um dos exemplos é o influenciador Ricardo Corbucci, conhecido por desafios de comida nas redes sociais.
Ele afirma que mantém acompanhamento médico, rotina de exercícios e alimentação equilibrada fora das gravações. Ainda assim, faz um alerta.
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Segundo Corbucci, quem realiza desafios profissionais conta com preparação e acompanhamento. Por isso, ele diz que não vale a pena tentar esse tipo de prática apenas por diversão e sem orientação.