A iniciativa prevê descontos expressivos que podem chegar a até 99% do valor total da dívida, dependendo do perfil do beneficiário e do tempo de inadimplência
O governo federal lançou uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas, conhecida como Desenrola 2.0, trazendo condições mais amplas para estudantes com débitos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A iniciativa prevê descontos expressivos que podem chegar a até 99% do valor total da dívida, dependendo do perfil do beneficiário e do tempo de inadimplência.
O programa foi apresentado como parte de um pacote para reduzir o endividamento no país e inclui, além das dívidas estudantis, débitos como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais. No caso específico do Fies, as condições variam conforme a situação do estudante, especialmente o tempo de atraso e a renda familiar.
Para contratos com atraso superior a 90 dias, o governo prevê a possibilidade de quitar a dívida com perdão total de juros e multas, além de descontos adicionais para quem optar pelo pagamento à vista. Já para quem preferir parcelar, será possível dividir o saldo em várias vezes, mantendo a eliminação dos encargos acumulados.
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Nos casos mais críticos, como dívidas em atraso há mais de 360 dias, os descontos se tornam ainda mais significativos. Estudantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), que reúne famílias de baixa renda, poderão obter abatimento de até 99% do valor total devido, desde que façam a quitação integral do débito. Para quem não está no cadastro, o desconto também é relevante, podendo chegar a cerca de 77%.
Além dos descontos, o programa também prevê juros reduzidos — limitados a cerca de 1,99% ao mês — e a possibilidade de uso de parte do saldo do FGTS para ajudar na quitação das dívidas.
O Desenrola 2.0 terá duração inicial de aproximadamente 90 dias e deve atender diferentes públicos, incluindo famílias, estudantes, pequenos empreendedores e produtores rurais. A adesão será feita de forma digital, por meio de plataformas oficiais e instituições financeiras participantes.
A proposta surge em um cenário de alta inadimplência no Fies, com bilhões de reais em dívidas acumuladas. O objetivo do governo é facilitar a regularização da situação dos estudantes, permitindo que voltem a ter acesso ao crédito e reorganizem sua vida financeira.
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Com condições consideradas mais flexíveis do que as anteriores, o programa busca não apenas reduzir o número de inadimplentes, mas também aliviar o impacto das dívidas de longo prazo na vida de milhares de brasileiros que recorreram ao financiamento estudantil para cursar o ensino superior.