Concentração havia chegado ao menor nível em 2024. Rendimento dos 10% mais pobres da população subiu 3,1% no ano passado, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu 8,7%
A desigualdade de renda voltou a avançar no Brasil em 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE, que indicam que a renda dos mais ricos cresceu em ritmo aproximadamente duas vezes maior do que a dos mais pobres no país.
O movimento interrompe uma tendência recente de melhora na distribuição de renda observada em anos anteriores, quando houve redução gradual da distância entre os extremos da pirâmide social.
De acordo com o levantamento, o aumento dos rendimentos foi mais intenso entre as faixas de maior renda, impulsionado principalmente por ganhos no mercado financeiro, recuperação de lucros empresariais e maior concentração de renda no topo. Já entre os mais pobres, o crescimento foi mais limitado e dependente de fatores como emprego formal e programas de transferência de renda.
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Especialistas apontam que, apesar da melhora geral da renda média no país, o avanço desigual entre os grupos sociais mantém o Brasil entre os países com maior concentração de renda do mundo.
O cenário reforça uma característica estrutural da economia brasileira, onde períodos de crescimento nem sempre se traduzem em redução consistente das desigualdades. Em alguns casos, a renda até aumenta para todos os grupos, mas em ritmos diferentes, ampliando a distância entre ricos e pobres.
Dados recentes também mostram que, embora a pobreza tenha recuado e o mercado de trabalho tenha apresentado melhora em determinados períodos, a concentração de renda no topo segue elevada, com o 1% mais rico ainda concentrando múltiplas vezes mais recursos do que grande parte da população.
Para economistas, o desafio não está apenas no crescimento da renda, mas na forma como ela é distribuída. Sem políticas estruturais mais eficientes, a tendência é que a desigualdade continue oscilando, mas sem mudanças profundas no longo prazo.
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O debate sobre redistribuição de renda e tributação segue no centro das discussões econômicas, especialmente em um cenário de recuperação desigual entre diferentes segmentos da população brasileira.