Estudo com mais de 80 mil adolescentes mostra que 26,4% das meninas no Brasil não receberam nenhuma dose da vacina
Um estudo com mais de 80?mil adolescentes brasileiras apontou que 26,4?% das meninas no país ainda não receberam nenhuma dose da vacina contra o papilomavírus humano (HPV), vírus responsável pela maior parte dos casos de câncer de colo do útero, mesmo com o imunizante disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa constatou que a cobertura vacinal varia bastante entre estados e que fatores sociais e informacionais influenciam a adesão à vacinação (fonte: Metrópoles).
Os pesquisadores observaram que a desinformação e a hesitação vacinal parecem impactar a decisão de muitas famílias, inclusive em regiões e grupos de maior nível socioeconômico, onde a circulação de informações falsas nas redes sociais pode aumentar a relutância em vacinar adolescentes. A recusa ou atraso na imunização expõe meninas ao risco de infecção pelo HPV e, no futuro, a um maior risco de desenvolver câncer.
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Especialistas destacam que, apesar da ampla disponibilidade da vacina e de sua eficácia comprovada na prevenção de infecções que podem levar ao câncer, lacunas de cobertura persistentemente altas indicam a necessidade de reforçar campanhas de informação e educação em saúde, além de estratégias dirigidas a combater mitos e desinformação sobre imunização.
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A vacinação contra o HPV é recomendada antes do início da atividade sexual, pois oferece proteção eficaz contra os tipos de vírus mais associados ao câncer cervical, e é um dos métodos mais eficientes para prevenir essa doença ao longo da vida.