Iniciativa do governo oferece produtos para o autoprazer a preço de custo
Detentas de prisões femininas da Holanda passaram a poder comprar brinquedos sexuais como parte de um projeto-piloto criado pelas autoridades penitenciárias do país. A medida começou em maio e deve durar pelo menos um ano. Cerca de 295 mulheres, o equivalente a aproximadamente 70% da população feminina encarcerada na Holanda, podem participar do programa.
As presas podem escolher entre dois produtos considerados neutros pelas autoridades: um estimulador Satisfyer, que funciona por meio de pressão de ar, e um dildo transparente. Os itens não são fornecidos gratuitamente. As detentas precisam comprá-los pelo preço de custo, seguindo as regras estabelecidas pelas unidades prisionais.
A iniciativa surgiu após uma pesquisa realizada pela Universidade de Leiden em 2025 apontar que a proibição de brinquedos sexuais poderia trazer riscos à saúde dentro das prisões. Segundo profissionais da área médica ouvidos no estudo, algumas detentas recorriam a objetos improvisados para substituir os produtos, o que poderia favorecer problemas como infecções fúngicas.
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As autoridades penitenciárias também afirmam que uma vida sexual considerada saudável pode contribuir para relaxamento, melhora do sono e redução da frustração. Os pesquisadores apontaram ainda que permitir o uso de acessórios sexuais poderia ajudar a diminuir comportamentos sexuais inadequados dentro das unidades femininas. A experiência terá regras de segurança e higiene.
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Foto: Reprodução
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A primeira avaliação do projeto deve ocorrer após seis meses, enquanto uma análise mais completa será feita ao final de um ano. As autoridades vão observar os efeitos sobre o bem-estar das detentas, a sexualidade e a segurança nas prisões. A partir dos resultados, o governo holandês deverá decidir se a medida continuará após o período de testes.