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21/07/2021

Detida em BH, delegação do Boca perde voo para a Argentina

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Foto: Reprodução

Os argentinos protagonizaram cenas lamentáveis no Mineirão depois de serem eliminados pelo Atlético-MG nas oitavas de final da Libertadores

A confusão provocada pela delegação do Boca Juniors após a eliminação da equipe da Copa Libertadores pelo Atlético-MG, na noite desta terça-feira, no Mineirão, teve de ser contida à força. Os argentinos foram detidos pela Polícia Militar de Minas Gerais e levados à delegacia. 

 

Os policiais analisaram as imagens do circuito interno de vigilância do estádio para identificar os envolvidos, que foram levados para a Central de Flagrantes (Ceflan 4), no bairro Alípio de Melo, região Noroeste de Belo Horizonte.

 

Pela detenção, a delegação da equipe argentina não pegou o voo de volta para Buenos Aires em Confins, que estava marcado para meia-noite. Os responsáveis do clube tiveram de remarcar a viagem do time.

 

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Várias imagens que circularam nas redes sociais mostraram membros do elenco e staff do Boca Juniors em situações agressivas, tentando invadir o vestiário do Atlético e usando até um extintor de incêndio como arma para o confronto, que também teve atos de vandalismo como a quebra de TVs, grades e bebedouros.

 

A revolta dos atletas da equipe argentina foi pelo gol anulado durante a partida, o que ocorreu após o VAR chamar o árbitro, mostrando uma irregularidade na jogada ocorrida no segundo tempo do duelo.

 

Os policiais de plantão no Ceflan 4 fizeram dois boletins de ocorrência: um por desacato de dois jogadores do Boca e o outro por depredação do patrimônio.

 

Outros vídeos gravados mostram quando os jogadores do time argentino atravessaram os corredores internos do estádio para tentar invadir o vestiário do Atlético. A reação inicial dos donos da casa foi de "deixar eles seguirem para começar o embate".

 

"São os argentinos? Deixem eles virem, que o pau quebra", dizia um membro do time mineiro. Até o presidente atleticano, Sérgio Coelho, tentou impedir a entrada de pessoas ligadas ao Boca no vestiário atleticano. Ele foi retirado da confusão antes que houvesse mais violência.

 

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Os técnicos Cuca e Miguel Ángel Russo se cumprimentaram depois do jogo e o comandante alvinegro sinalizou que estava encerrado o confronto, Porém, não foi assim que os argentinos entenderam e resolveram iniciar a série de violência e barbaridades contra o patrimônio do Mineirão. A Conmebol não se pronunciou oficialmente ainda sobre o caso.

 

 

Fonte: Terra 

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