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Dia do Atletismo destaca história da modalidade e conquistas do Brasil no cenário mundial
Foto: Divulgação

Celebrado em 9 de outubro, esporte reúne 21 medalhas olímpicas para o país e tem entre seus destaques o recorde mundial de Alison dos Santos e a preparação para os Jogos de Los Angeles 2028

O dia 9 de outubro é dedicado à celebração do atletismo, uma das modalidades mais tradicionais e importantes do programa olímpico. Considerado o esporte-base por reunir movimentos naturais do corpo humano, como correr, caminhar, saltar, arremessar e lançar, o atletismo ocupa posição de destaque nos Jogos Olímpicos pela quantidade de provas, participantes e medalhas distribuídas.

 

No Brasil, a data também é uma oportunidade para valorizar a trajetória de atletas, treinadores, árbitros, dirigentes e demais profissionais que contribuem para o desenvolvimento da modalidade. Ao longo de sua história olímpica, o país conquistou 21 medalhas no atletismo, além de 19 pódios em Campeonatos Mundiais ao ar livre.

 

A temporada de 2026 também reúne motivos para comemoração. Entre os destaques está o recorde mundial de Alison dos Santos, conhecido como Piu, nos 400 metros com barreiras, com a marca de 45s80. O Brasil também conquistou duas medalhas de bronze no Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes: uma com Caio Bonfim, na meia maratona, e outra com a equipe feminina na maratona.

 

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Com os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 no horizonte, a expectativa é de que o atletismo volte a concentrar grande atenção do público. O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que a modalidade terá 13 dias de disputas durante a competição.

 

BRASIL ACUMULA CONQUISTAS EM OLIMPÍADAS E MUNDIAIS

 

Nas competições mundiais de atletismo ao ar livre, o Brasil soma 19 medalhas: três ouros, oito pratas e oito bronzes. Entre os campeões estão Caio Bonfim, na marcha atlética, em Tóquio, em 2025; Alison dos Santos, nos 400 metros com barreiras, em Eugene, nos Estados Unidos, em 2022; e Fabiana Murer, no salto com vara, em Daegu, na Coreia do Sul, em 2011.

 

A história brasileira nos Jogos Olímpicos também é marcada por nomes que ajudaram a consolidar a modalidade no país. José Telles da Conceição conquistou a primeira medalha olímpica brasileira no atletismo, com o bronze no salto em altura, em Helsinque 1952. Na mesma edição, Adhemar Ferreira da Silva garantiu o primeiro ouro do Brasil na modalidade.

 

Outros atletas também entraram para a história. Aída dos Santos foi a primeira mulher brasileira a chegar a uma final olímpica no atletismo, no salto em altura, durante os Jogos de Tóquio 1964.

 

Nos 800 metros, Joaquim Cruz conquistou o ouro olímpico em Los Angeles 1984. Já Maurren Maggi tornou-se a primeira brasileira campeã olímpica em uma prova individual, ao vencer o salto em distância em Pequim 2008.

 

Outro momento marcante foi protagonizado por Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona dos Jogos de Atenas 2004. O brasileiro conquistou a medalha de bronze após ser derrubado por um espectador durante a prova e conseguir retornar à disputa. Pela atitude e pelo espírito esportivo demonstrados, também recebeu a medalha Pierre de Coubertin.

 

MODALIDADE ACOMPANHA A HISTÓRIA DA HUMANIDADE

 

O atletismo é considerado um esporte-base porque utiliza movimentos fundamentais que fazem parte da vida humana desde os tempos mais antigos. Antes mesmo do desenvolvimento de ferramentas e de outras formas de locomoção, correr, saltar e lançar objetos eram habilidades essenciais para a sobrevivência.

 

As primeiras competições organizadas surgiram a partir dessas capacidades. Nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, a prova inicialmente disputada era uma corrida de aproximadamente 200 metros, conhecida pelos gregos como stadium. Segundo os registros históricos, o vencedor da primeira edição dos Jogos, em 776 a.C., foi Koroebus, da cidade de Élida, na Grécia.

 

Com o passar do tempo, outras provas foram incorporadas, entre elas o lançamento do disco, o lançamento do dardo e o salto em distância.

 

O atletismo moderno começou a ganhar o formato atual na primeira metade do século XIX, na Inglaterra. Já nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, realizados em Atenas, em 1896, o norte-americano James Connolly entrou para a história como o primeiro campeão olímpico da competição, ao vencer o salto triplo.

 

CBAT COORDENA O DESENVOLVIMENTO DO ATLETISMO BRASILEIRO

 

No Brasil, a modalidade é organizada pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), responsável pela realização de campeonatos nacionais, pelo apoio a competições regionais e pela formação das seleções brasileiras que representam o país em eventos internacionais.

 

A entidade também promove cursos, treinamentos, clínicas e ações de formação esportiva. Entre as iniciativas está o apoio a 60 centrinhos espalhados pelo território nacional, voltados ao desenvolvimento do atletismo. A confederação ainda coordena os planos de preparação para grandes competições, como Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais e Jogos Pan-Americanos.

 

Criada em 1977, após a extinção da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD), a CBAt iniciou oficialmente suas atividades em 1979. A instituição reúne 27 federações filiadas, representando os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal.

 

O Conselho de Administração é presidido por Wlamir Motta Campos, que destacou a importância de todos os envolvidos na construção e no fortalecimento da modalidade no país.

 

“Em nome da CBAt gostaria de expressar minha gratidão a todos os atletas, treinadores, árbitros, gestores de federações e clubes, demais profissionais, patrocinadores e entusiastas que contribuem para o desenvolvimento do atletismo no País”, afirmou.

 

O dirigente também ressaltou o significado pessoal e esportivo de estar à frente da entidade. “O atletismo é sonho, superação, suor, vitória, resiliência, é externar o melhor de nós, usar o corpo como uma ferramenta fantástica, perfeita, e levá-lo ao limite”, completou.

 

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As Loterias Caixa e a Caixa Econômica Federal são patrocinadoras máster do Atletismo Brasil. 

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