Nutrólogo alerta que controlar a glicose não é sobre restrição, mas sobre escolhas conscientes de alimentos.
O Brasil possui cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes, segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), ocupando a sexta posição mundial em número de casos, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF). A doença exige atenção especial à alimentação, pois escolhas inadequadas podem provocar picos de glicose no sangue, sobrecarregar o pâncreas e aumentar o risco de complicações ao longo do tempo.
Segundo o nutrólogo Arthur Rocha, de Goiânia, especialista em emagrecimento saudável, o grande desafio para quem tem diabetes não é simplesmente evitar doces, mas controlar todos os alimentos que elevam rapidamente a glicemia. “O problema não é comer doce, mas tudo aquilo que faz o açúcar subir como uma montanha-russa. Isso cansa o pâncreas, piora a resistência à insulina e, com o tempo, traz complicações graves”, explica o médico.
Para manter a saúde em dia, é fundamental conhecer os alimentos que merecem atenção especial e identificar opções mais saudáveis. Entre os principais vilões estão açúcares simples, sucos industrializados, carboidratos refinados, ultraprocessados, bebidas alcoólicas e até produtos “diet” ou “sem açúcar” que escondem ingredientes prejudiciais. A escolha consciente e estratégica dos alimentos permite controlar a glicose sem abrir mão do prazer de se alimentar bem.
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ALIMENTOS QUE EXIGEM ATENÇÃO ESPECIAL
01. AÇÚCARES SIMPLES
O grupo mais óbvio de alimentos que deve ser evitado inclui refrigerantes, sucos de caixinha, chás prontos, bolos, balas e sobremesas industrializadas. “Mesmo uma pequena quantidade dessas bebidas ou doces já é suficiente para gerar um pico significativo de glicose no sangue, o que obriga o corpo a produzir insulina em excesso”, alerta o nutrólogo.

02. SUCOS DE FRUTA
Embora muitas pessoas considerem os sucos naturais saudáveis, eles podem ser prejudiciais para diabéticos. “A fruta inteira contém fibras que ajudam a controlar a absorção de açúcar. Quando batida ou coada, ela se transforma praticamente em açúcar líquido, fazendo a glicemia subir rapidamente. Isso vale para laranja, uva, manga, abacaxi e outras frutas tropicais”, explica Rocha.

03. CARBOIDRATOS REFINADOS
Alimentos como pão francês, arroz branco, macarrão tradicional, bolachas e bolos simples têm alto índice glicêmico e se transformam rapidamente em açúcar no sangue. “Esses carboidratos, por serem processados e de fácil digestão, são absorvidos rapidamente e provocam aumento brusco da glicemia, sobrecarregando o pâncreas”, afirma o nutrólogo.
04. ULTRAPROCESSADOS
Mesmo quando não aparentam ser doces, alimentos ultraprocessados podem ser prejudiciais. Produtos como nuggets, salsichas, presunto, mortadela, lasanhas congeladas, salgadinhos industrializados e macarrão instantâneo contêm aditivos, gorduras ruins e excesso de sódio que atrapalham o controle da glicose e aumentam a inflamação no organismo.

05. ÁLCOOL
O consumo de álcool é um fator de risco silencioso. “Ele pode reduzir temporariamente a glicemia, mas logo depois desorganiza todo o metabolismo. Cervejas, drinques adoçados e até o excesso de vinho dificultam o controle do diabetes, aumentando o risco de hipoglicemia e resistência à insulina”, alerta Arthur.
06 . PRODUTOS “DIET” OU “SEM AÇÚCAR”
Apesar de não conterem açúcar, muitos produtos diet ou light podem ter excesso de farinha branca, amido ou gorduras ruins. “Não é porque o alimento é rotulado como ‘sem açúcar’ que está liberado. É preciso ler o rótulo com atenção e analisar a composição completa”, orienta o especialista.

Fotos: Reprodução
ESTRATÉGIA CORRETA É A CHAVE
Arthur Rocha enfatiza que ter diabetes não significa viver de restrição alimentar ou passar fome. A palavra-chave é estratégia: escolher alimentos com baixo índice glicêmico, priorizar frutas e vegetais inteiros, consumir proteínas magras e gorduras saudáveis, além de manter atividade física regular, ajuda a controlar a glicemia e melhorar a qualidade de vida.
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“Quando isso é feito de maneira correta, a glicemia se estabiliza, a energia retorna e a pessoa retoma o controle sobre a própria saúde. Comer de forma consciente não é um sacrifício, é um investimento na prevenção de complicações futuras”, conclui o nutrólogo.