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Diagnóstico de doenças autoimunes: como exames específicos fazem a diferença
Foto: Freepik

O diagnóstico precoce é crucial para o tratamento eficaz de doenças autoimunes, uma vez que permite intervenções antes que os sintomas se agravem. Através de exames simples e acessíveis, como testes laboratoriais, é possível detectar alterações no funcionamento do sistema imunológico, possibilitando o início imediato de tratamentos personalizados. Essa abordagem não apenas melhora significativamente a qualidade de vida do paciente, mas também pode prevenir complicações graves, promovendo uma gestão mais eficaz dessas condições complexas.

 

As doenças autoimunes ocorrem quando o sistema imunológico, que deveria proteger o corpo contra invasores como vírus e bactérias, ataca por engano tecidos saudáveis do próprio organismo.

 

Existem mais de 80 tipos identificados, como esclerose múltipla, que compromete habilidades cognitivas e motoras; doença celíaca, que afeta o intestino delgado devido à sensibilidade ao glúten; lúpus, que provoca uma série de inflamações no organismo; e diabetes tipo 1, que resulta no descontrole dos níveis de açúcar no sangue. Embora não existam dados oficiais consolidados sobre a prevalência geral dessas condições no país, a Sociedade Brasileira de Reumatologia estima que cerca de 15 milhões de brasileiros sejam afetados por doenças reumáticas, muitas das quais têm origem autoimune.

 

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O diagnóstico de doenças autoimunes pode envolver exames complementares, como análises de sangue, urina e, em alguns casos, biópsias, que são recomendados pelo médico que assiste o paciente. Esses procedimentos são fundamentais para identificar condições subjacentes e guiar os profissionais de saúde na formulação de um plano de tratamento adequado.

 

Patrícia Cavalcante, biomédica no Sabin Diagnóstico e Saúde, aponta que, dentre os testes utilizados no diagnóstico, o Teste de Fator Antinuclear (FAN) é fundamental para detectar autoanticorpos e é frequentemente associado a condições como lúpus e artrite reumatoide. "Exames que identificam anticorpos específicos, como Anti-DNA e Anti-CCP, ajudam a distinguir subtipos de doenças, enquanto o Fator Reumatoide (FR) é importante para diagnosticar artrite reumatoide. Além disso, exames que avaliam a atividade imunológica, como C3 e C4, são cruciais no acompanhamento de condições como lúpus. Outros anticorpos, como Anti-Tireoglobulina e Anti-TPO, são utilizados para doenças da tireoide, e exames genéticos, como HLA-B27, podem indicar predisposição para espondilite anquilosante", destaca.

 

Além disso, a ‘Velocidade de Hemossedimentação’ (VHS) e a ‘Proteína C-reativa’ (PCR) ajudam a avaliar a presença de inflamação no corpo, monitorando a gravidade das doenças, embora não sejam específicas para doenças autoimunes.

 

De acordo com a profissional, o aumento dos níveis de anticorpos pode estar associado a crises da doença, enquanto a redução ou resultados negativos podem indicar uma resposta positiva ao tratamento ou remissão.

 

No entanto, algumas manifestações clínicas podem ocorrer sem alterações nos anticorpos, o que torna a avaliação clínica realizada pelo médico essencial. Ele é responsável por determinar quais exames são mais adequados para o estado do paciente, pois alguns testes são utilizados tanto para o diagnóstico quanto para o manejo da doença.

 

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É necessário observar que o teste de fator antinuclear possui limitações, pois pode apresentar resultados positivos mesmo em pessoas saudáveis, sem necessariamente indicar a presença de uma doença. "Por isso, é essencial o acompanhamento médico para associar o teste a exames complementares e à avaliação clínica, dependendo dos sintomas apresentados e da doença suspeita", ressalta a biomédica. 

 

 

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