Após o período de férias, as crianças voltam às escolas para o segundo semestre cheias de entusiasmo e energia. Confira dicas para recebê-las
O universo das brincadeiras é muito mais do que simples atividades de lazer para as crianças. Brincar é essencial para o processo de aprendizagem e desenvolvimento integral. Especialistas ouvidos pelo Porvir destacam como o ato de brincar contribui para a construção de vínculos, o exercício da criatividade, o desenvolvimento motor e emocional, além de fortalecer a autonomia e a expressão das crianças.
Em um cenário educacional que ainda valoriza majoritariamente práticas tradicionais, o brincar precisa ser reconhecido como parte estruturante do currículo na educação infantil. O brincar criativo contribui significativamente para o desenvolvimento de crianças autistas, estimulando habilidades cognitivas, sociais e de comunicação de forma lúdica e respeitosa.
Atividades que envolvem faz de conta, jogos simbólicos e interações mediadas ajudam na construção de vínculos e na expressão de emoções. Quando os adultos acolhem os interesses das crianças e criam espaços seguros e estruturados, mas abertos à imaginação, ampliam as possibilidades de aprendizagem e inclusão, reconhecendo o brincar como uma linguagem essencial para todas as infâncias.
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Evitar falar sobre racismo com crianças brancas contribui para a manutenção das desigualdades. Desde cedo, é fundamental que elas compreendam o que é o racismo, como ele se manifesta na sociedade e qual o papel de cada pessoa na construção de um mundo mais justo. Promover conversas abertas, mediadas por livros, filmes e situações do cotidiano, ajuda a desenvolver empatia, senso de justiça e consciência crítica. A educação antirracista precisa ser parte da formação de todas as crianças, independentemente de sua cor ou origem.
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Foto: Reprodução
O debate sobre o acesso e uso de internet e dispositivos móveis por crianças está dentro e fora da escola. Se no ambiente escolar os aparelhos estão restringidos por lei ao uso pedagógico, dentro de casa e em outros espaços talvez o cenário seja outro. Novos dados divulgados pelo Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) mostraram que crianças de 0 a 8 anos têm mais acesso não só ao uso, como também à posse desses aparelhos. As informações fazem uma comparação entre 2015 e 2024.
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A professora Daniela Mara Heckler utiliza a arte contemporânea como ferramenta para promover uma cultura de paz na educação infantil. A partir de obras que abordam temas como diversidade, empatia e respeito, ela convida as crianças a expressarem sentimentos, observarem o outro e refletirem sobre convivência. Suas propostas valorizam o diálogo, a escuta e a expressão artística como formas de resolver conflitos e fortalecer vínculos. Com isso, transforma o espaço escolar em um ambiente mais sensível, acolhedor e consciente das diferenças.
Fonte: Porvir