Kavin Lamour atuava como diretor de operações da entidade
Um diretor da Fifa que criticou publicamente o presidente Gianni Infantino após o projeto de venda de participações da entidade a investidores privados deixou o cargo em meio à crise interna provocada pela proposta.
A saída ocorre semanas depois de o plano da Fifa Forward Enterprise (FFE) provocar forte reação entre dirigentes e confederações. A iniciativa previa a entrada de investidores privados e poderia movimentar bilhões de dólares com a comercialização de participações ligadas às principais competições da entidade.
O projeto acabou sendo arquivado por Infantino após uma onda de críticas. A proposta gerou resistência principalmente entre representantes da Europa, da América do Norte, Central e Caribe e da Ásia, que questionaram a condução do processo e a falta de transparência nas negociações.
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A crise também provocou mudanças no apoio político ao presidente da Fifa. A Federação de Futebol da Nova Zelândia, por exemplo, retirou seu apoio a Infantino e defendeu uma revisão independente do projeto, enquanto outras entidades passaram a pressionar por mudanças na gestão da organização.
Mesmo diante das críticas, Infantino ainda conta com apoio de parte das federações e confederações. O presidente também recebeu respaldo público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que seria um “erro terrível” substituir o dirigente.
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A saída do diretor que se posicionou contra o projeto ocorre, portanto, em um momento de forte disputa pelo comando da Fifa e aumenta a pressão sobre Infantino, que pretende disputar novamente a presidência da entidade em 2027.