Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado nesta sexta-feira (26/6) pelo Tesouro Nacional
A dívida pública federal brasileira alcançou a marca de R$ 9 trilhões em maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O número representa um novo recorde e reforça a pressão sobre as contas públicas do país.
O montante inclui tanto a dívida interna, formada principalmente por títulos públicos emitidos no mercado nacional, quanto a dívida externa, contratada em moeda estrangeira. Especialistas apontam que o avanço está ligado a fatores como pagamento de juros, emissão de novos títulos e necessidade de financiamento das despesas do governo.
De acordo com economistas, o crescimento da dívida não significa automaticamente um colapso fiscal, mas acende alerta sobre a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo. Quanto maior a dívida, maior tende a ser o gasto com juros, reduzindo a margem do governo para investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Veja também
.jpg)
Caixa libera novo lote de ressarcimento do PIS/Pasep para trabalhadores com cotas esquecidas
Desemprego cai para 5,6% e bate recorde histórico para o mês de maio no Brasil
Outro fator que influencia esse cenário é a taxa básica de juros, que impacta diretamente o custo de financiamento da dívida. Juros elevados costumam aumentar a despesa do governo com o pagamento aos investidores que compram títulos públicos.
Analistas destacam que o principal desafio do governo é manter equilíbrio entre arrecadação, controle de gastos e crescimento econômico, evitando que a trajetória da dívida continue acelerando nos próximos anos.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
O avanço da dívida pública segue sendo um dos principais indicadores observados por investidores, mercado financeiro e órgãos de controle para avaliar a saúde fiscal do Brasil.