Muita gente, os superendividados, não conseque pagar dívidas sem comprometer necessidades básicas como moradia e alimentação
O Brasil tem 78,8 milhões de inadimplentes, segundo dados da Serasa, divulgados em agosto deste ano. Nesta reportagem, o EXTRA aborda as causas e consequências desses débitos na vida das pessoas. Muita gente, os superendividados, não conseque pagar dívidas sem comprometer necessidades básicas como moradia e alimentação.
A matéria faz parte de um guia especial sobre superendividamento, publicado neste domingo. Clicando aqui, é possível descobrir como pedir ajuda gratuita de órgãos e entidades e como mudar hábitos para entrar no azul novamente. Em uma terceira matéria (link), o leitor pode conhecer advogados que têm conquistado seguidores nas redes sociais explicando os direitos de devedores.
Uma pesquisa realizada pela Serasa em 2024 mostrou que os principais motivos da inadimplência no país são o desemprego (24%), os imprevistos financeiros (18%) e o empréstimo do nome a terceiros (14%). A situação, portanto, envolve variáveis econômicas e comportamentais.
Veja também

Comércio global resiste a Trump e cresce em 2025
Petrobras prorroga inscrições para projetos socioambientais
— Grande parte da população não aprendeu a lidar com o dinheiro de forma consciente, e o resultado é um comportamento de consumo com base no desejo, impulso e imediatismo.Há fatores que também pesam, como doenças na família, mas, mesmo nesses casos, quando há planejamento e reserva financeira, o impacto é muito menor — avalia Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin).
As causas vão além dos números, e as consequências do endividamento, também. A Serasa revelou, em agosto deste ano, que 84% dos brasileiros reconhecem impactos de problemas financeiros na saúde mental. São afetadas: a estabilidade emocional (48%), a autoestima (44%), a energia e a disposição (32%), além da concentração no trabalho e nos estudos (30%). Sete em cada dez entrevistados contaram que já perderam o sono por causa de dívidas.
— Também há reflexos físicos, como dores de cabeça, problemas gastrointestinais e aumento da pressão arterial — conta Domingos. Além dos acordos de renegociação, mudar hábitos é essencial para quem quer sair do superendividamento e não recair.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
— Sair das dívidas é uma grande vitória, mas se manter livre delas exige mudança de hábitos, disciplina e visão de longo prazo. Nesse ponto, a educação financeira será sua maior aliada, pois o que importa não é apenas a sua renda, mas especialmente como você administra o dinheiro. As boas práticas para evitar novas dívidas incluem criar uma reserva para emergências, estabelecer metas financeiras e usar o crédito de forma segura — aponta Aline Vieira, especialista da Serasa.
Fonte: Extra