Camila Rosa Melo e Vinicius Martini de Mello são casados e procurados pela Polícia Civil de Goiás
Um documento do Ministério Público mostrou que, além da esposa, a cunhada, os irmãos e o pai do corretor de grãos Vinícius de Mello também estão envolvidos no golpe milionário aplicado contra produtores rurais de Rio Verde, no sudoeste goiano. Entre familiares e sócios das empresas "de fachada" usadas no crime, ao todo, 16 pessoas foram denunciadas.
Vinícius, Camila e 13 dos denunciados vão responder por organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e concurso material. O outro denunciado vai responder apenas por falsidade ideológica. Além do casal foragido, três dos denunciados estão presos em regime fechado e um em regime domiciliar. Os demais respondem em liberdade. O g1 não conseguiu confirmar se a denúncia já foi recebida pelo Tribunal de Justiça de Goiás.
Ao g1, a defesa de Vinicius e Camila, que foram colocados na lista de procurados da Interpol, disse que "os fatos a eles atribuídos na denúncia do MPGO não configuram crime". Disse ainda que a investigação está sendo usada de forma indevida com a "utilização de expedientes criminais para forçar o cumprimento de contratos em andamento ou a vencer".
Veja também

Fiscais encontram e apreendem 140 garrafas de vidro enterradas nas areias de Copacabana
Atendimento de emergências de saúde será reforçado durante festividades
Já a defesa de quatro familiares do corretor disse em nota que a inocência deles será comprovada ao decorrer do processo. A reportagem não localizou a defesa dos outros denunciados para pedir um posicionamento.
Segundo a Polícia Civil, Vinícius de Mello se mudou para Rio Verde na década de 1990 e comprava soja, milho e algodão dos produtores rurais para revender no mercado. A denúncia feita pelo Ministério Público aponta que o crime de estelionato foi praticado pelo grupo por pelo menos dez vezes. O MP apontou Vinícius como o líder da organização criminosa, responsável por conduzir as negociações.
Conforme a polícia, após receber as produções, ele não pagava ou pagava menos que o valor negociado com os produtores e também não entregava toda a carga para os clientes. Em seguida, vendia os produtos e transferia os valores para empresas-fantasmas, em nomes de laranjas, para ocultar e lavar o dinheiro.
O documento diz ainda que, nessas negociações, Vinícius não emitia as notas fiscais em nome da empresa da qual era sócio, utilizando empresas “noteiras” (que eram empresas de fachada) para fazer a emissão sem o recolhimento tributário. Assim, ele podia fazer transações sem gerar vínculos fiscais e contábeis evidentes em relação à própria empresa.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
“São empresas que servem apenas para emissão do documento fiscal, das notas fiscais, e não havia o recolhimento dos tributos devidos”, disse o delegado Márcio Marques.
Fonte: G1