Especialista alerta que beijar múltiplos parceiros no Carnaval aumenta o risco para múltiplas doenças
O beijo é quase um símbolo do Carnaval. Em meio à música alta, calor e aglomeração, muita gente entra no clima da festa sem pensar nas consequências. O que poucos consideram é que a troca de saliva e o contato íntimo podem facilitar a transmissão de vírus. A infectologista Fernanda Rick explica que alguns microrganismos encontram no beijo uma via eficiente de transmissão. Segundo a médica, o herpes simples é um dos vírus mais facilmente transmitidos na folia.
“Ele pode ser passado mesmo quando a lesão é discreta e, principalmente, quando há feridas nos lábios”, conta a médica.O vírus Epstein-Barr, causador da mononucleose infecciosa (conhecida como doença do beijo), é mais comum entre jovens. Além disso, vírus respiratórios como o influenza (causador da gripe) e coronavírus (da Covid-19) também podem ser transmitidos pelo beijo, já que o ato envolve proximidade extrema e troca de secreções. Também podem surgir casos de candidíase oral e hepatite B.
A ideia de que o beijo “não transmite nada” é equivocada. Embora nem todas as doenças passem pela saliva, várias infecções usam essa via de contato. Em ambientes de bloquinho, com calor e aglomeração, o risco existe. A chance de transmissão depende de fatores como presença de sintomas, lesões ativas e imunidade de cada pessoa.
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A dentista Maria Letícia Bucchianeri, coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Aria, reforça que o beijo pode ser a porta de entrada para infecções virais e bacterianas. Durante o Carnaval, o contato próximo entre as pessoas se intensifica, o que aumenta o risco de contágio.
Entre as doenças mais associadas está a mononucleose, conhecida como doença do beijo. Altamente contagiosa, ela se transmite principalmente pela saliva, seja no beijo ou no compartilhamento de objetos. Febre, dor de garganta, fadiga intensa e aumento de gânglios são sintomas comuns.
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A especialista alerta que a doença também pode impactar a saúde bucal. A dor ao engolir e a inflamação das amígdalas dificultam a higiene oral, favorecendo o acúmulo de placa bacteriana e problemas gengivais.