Terceirizados teriam utilizado o Terminal de Cargas para enviar cerca de 90 quilos de maconha a São Paulo em cinco remessas.
Dois homens foram condenados a 10 anos, 11 meses e 25 dias de prisão, em regime fechado, por envolvimento em um esquema de tráfico de drogas que utilizava o Terminal de Cargas (Teca) do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, para enviar entorpecentes a São Paulo. A sentença foi proferida na quarta-feira (28), pela 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes da capital amazonense.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), o esquema funcionou entre abril e maio de 2025 e envolvia empregados de empresas terceirizadas que atuavam no terminal aeroportuário. Os trabalhadores teriam utilizado as funções que exerciam para facilitar a retirada de drogas do procedimento de fiscalização.
A investigação apontou que aproximadamente 90 quilos de maconha foram encaminhados ao estado de São Paulo por meio de cinco remessas realizadas em um intervalo de 47 dias. Segundo a acusação, todas as cargas tinham o mesmo destinatário e seguiam um padrão semelhante de frete.
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O método utilizado consistia na substituição de cargas que haviam passado pela inspeção por outras que não tinham sido verificadas. Em seguida, os envolvidos aplicavam etiquetas de aprovação de raio-X para simular que os volumes haviam sido submetidos ao procedimento de fiscalização.
A sentença foi assinada pela juíza Rosália Guimarães Sarmento. Os dois condenados receberam, individualmente, 1.563 dias-multa, além das penas de reclusão. A Justiça também negou aos réus o direito de recorrer em liberdade.
Entre as provas consideradas no processo estão imagens do circuito interno de segurança do aeroporto, análises realizadas por auditores da Receita Federal e informações obtidas com o auxílio de um cão farejador. Esses elementos foram utilizados para fundamentar a condenação por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
O processo também envolvia outros dois denunciados, mas a ação foi desmembrada em relação a eles durante audiência de instrução e julgamento realizada em 7 de outubro. Com isso, os outros investigados deverão responder separadamente e ainda serão julgados.
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A decisão também determinou o encaminhamento de um expediente ao Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), após relato de constrangimento atribuído à fase policial. A sentença é de primeira instância e ainda cabe recurso.