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Dois servidores confessam à PF gravação com ameaças de envenenar água de aldeia indígena em MS
Foto: Funai

Uma das suspeitas é de que um servidor público do município de Tacuru tenha feito o envenenamento na aldeia Sassoró

Dois servidores da Prefeitura de Tacuru, no Mato Grosso do Sul, confessaram à Polícia Federal que gravaram áudios com ameaças de envenenar a água consumida por indígenas da Aldeia Sassoró. Os depoimentos foram prestados durante a investigação sobre mensagens que circularam em grupos de WhatsApp após o segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro.

 

Nas gravações, um dos homens faz declarações ofensivas contra os povos indígenas e sugere contaminar a água da comunidade. O conteúdo provocou indignação entre lideranças Guarani-Kaiowá, que cobraram providências das autoridades e medidas para proteger os moradores.

 

Durante os depoimentos, os dois funcionários alegaram que estavam embriagados quando fizeram as gravações. Eles também afirmaram que não tinham condições ou meios de colocar as ameaças em prática. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do episódio e apurar as responsabilidades dos envolvidos.

 

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Os servidores foram afastados das funções públicas e respondem a processos administrativos disciplinares na prefeitura. O prefeito de Tacuru confirmou os afastamentos e declarou que nenhum dos dois trabalhava diretamente no sistema de abastecimento de água da aldeia.

 

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O caso integra uma série de denúncias de violência e intimidação contra comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul após o período eleitoral. Diante da situação, o governo federal mobilizou uma força-tarefa e determinou o reforço da segurança nas aldeias Sassoró, Taquaperi e Limão Verde, com a atuação de 145 agentes da Força Nacional por tempo indeterminado. Até o momento, não há confirmação de que a água tenha sido efetivamente contaminada. 

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