Cenário externo favorável e juros elevados no Brasil impulsionam queda da moeda e valorização do mercado financeiro.
O dólar comercial registrou forte queda nesta terça-feira (5) e encerrou o dia cotado a R$ 4,912, recuo de 1,12%. Trata-se do menor valor da moeda norte-americana em cerca de 27 meses, mantendo uma trajetória de desvalorização frente ao real ao longo de 2026, com queda acumulada superior a 10%.
Durante o pregão, a divisa operou em baixa contínua, atingindo a mínima de R$ 4,90 no meio da tarde. O movimento foi influenciado principalmente pelo cenário internacional, com maior apetite de investidores por ativos de risco, o que favorece moedas de países emergentes como o Brasil.
Mesmo diante das tensões no Oriente Médio, a manutenção de um cessar-fogo parcial envolvendo Estados Unidos e Irã contribuiu para reduzir a aversão ao risco global, estimulando fluxos financeiros para mercados considerados mais rentáveis.
Veja também

Casa Branca confirma reunião entre Lula e Trump em Washington nesta semana
Recadastramento obrigatório da Manausprev entra em fase decisiva e pode suspender benefícios
No cenário doméstico, a ata do Comitê de Política Monetária reforçou a preocupação com pressões inflacionárias externas, indicando a possibilidade de manutenção de juros elevados por mais tempo. Esse fator tende a atrair capital estrangeiro, fortalecendo o real e pressionando o dólar para baixo.
O mercado de ações acompanhou o clima positivo. O Ibovespa, principal indicador da B3, subiu 0,62% e fechou aos 186.753 pontos, impulsionado por resultados corporativos e pelo ambiente externo mais favorável.
Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 avançou 0,81%, refletindo o otimismo global dos mercados.
Já o mercado de commodities registrou recuo. O barril do petróleo tipo Brent caiu 3,99%, sendo negociado a US$ 109,87, enquanto o WTI recuou 3,90%, a US$ 102,27.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook , Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp , Canal e Telegram
A queda foi influenciada pela expectativa de estabilidade no conflito no Oriente Médio, embora os preços ainda permaneçam elevados devido às incertezas na região, especialmente em torno do estratégico Estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte global de petróleo.